Mobile RSS

rss
Walter Gomes 04/02/2012 - 15h00

Muito sal na sopa de letras

No Brasil, o exagero da multiplicidade de partidos com representação no Congresso Nacional alimenta os problemas políticos. Desde o governo José Sarney, o primeiro da Nova República, ficou claro que tantas legendas levam à ampliação de espaços para o fisiologismo. A influência das grandes siglas – o PMDB é um exemplo sugestivo – fortalece a pregação do toma lá dá cá. Há mais a citar: a pilantragem dos “proprietários” de agremiações partidárias nanicas que negociam seus horários no rádio e na tevê.

 

São óbvias as consequências. Como lembra Marcos Coimbra, sociólogo-presidente do Instituto Vox Populi, não houve, a partir da redemocratização do País, um hóspede do Palácio da Alvorada que tenha passado ileso. As dificuldades crescem na proporção do fracionamento na Câmara e no Senado.


Afirmação dele que os cidadãos repetem: “O entendimento para conseguir maiorias sempre foi complicado e caro.”

 

É isso mesmo. Sarney viveu momentos dramáticos. Sob pressão irresistível, por pouco não renunciou ao mandato que herdara de Tancredo Neves. Fernando Collor, apesar das denúncias contra ele na imprensa e os gritos de protesto dos caras-pintadas nas ruas, só deixou o Executivo federal porque cultivou incompatibilidades insuperáveis no Legislativo. Fernando Henrique Cardoso e Lula da Silva preferem, até hoje, não detalhar como foi possível navegar no mar tempestuoso de interesses subalternos de congressistas.


Surpreendentemente, Dilma Rousseff abre o segundo ano de governo com mínimas turbulências no Parlamento, embora seja considerada primária no jogo político e mão fechada quando se trata de liberação dos recursos das emendas de deputados e senadores.

 

NO FOGO CRUZADO


A caça a juízes corruptos e similares.

 

Implacável com o ilícito, a ministra Eliana Calmon, do STJ, encerra em setembro o
mandato de 24 meses na corregedoria do Conselho Nacional de Justiça.

 

O pernambucano Francisco Falcão, também um magistrado da linha dura, é o nome da vez para a sucessão.

 

Pós-escrito: no Superior Tribunal de Justiça, a aposentadoria compulsória de Calmon dar-se-á em 2014, quando a baiana completa 70 anos, idade limite para o funcionalismo público.


OS PORTA-VOZES


Liderança de bancadas no Senado.

 

Das quatro grandes siglas na Casa, só o PT ainda não definiu o comando. Walter Pinheiro (BA) e Wellington Dias (PI) concorrem à sucessão de Humberto Costa.

 

Foram reconduzidos os líderes do PMDB, Renan Calheiros (AL); do PSDB, Álvaro Dias (PR); e do DEM, goiano Demóstenes Torres.

 

PREVISÃO É RUIM


Um cenário sem retoques.

 

Debruçados sobre o mapa político, alguns analistas do pré-processo eleitoral veem sinais negativos para o PSD nos grandes centros urbanos do país.

 

A primeira grande decepção, dizem, será em São Paulo, centro de decisão da sigla recriada, mas trôpega.

 

ROTA DE COLISÃO


Marco regulatório das comunicações.

 

O tema, embaraçoso, divide opiniões à direita e à esquerda desde a metade do segundo mandato de Lula da Silva, época em que foi concluído o projeto coercivo.

 

Surpreendeu o apoio do então presidente da República à proposta de Franklin Martins, seu ministro da Comunicação Social.

 

Há tentativas de reabrir essa trilha que pode levar ao abismo da censura. Helena Chagas, sucessora de Martins desde o início do governo Rousseff, escondeu o mapa.

 

Uma boa notícia para quem defende, sem adjetivá-la, a liberdade de imprensa.

 

BRIGA DE JOÕES


Multiplicam-se os desentendimentos no PT do Recife.

 

Por causa dos atritos na disputa pela indicação partidária para a eleição de outubro, o prefeito João da Costa, em campanha para renovar o mandato, é chamado de traidor pelo antecessor imediato, João Paulo, que deseja voltar ao cargo.

 

O disse que disse entre os dois abriu caminho para companheiros até recentemente distantes da querela.


Por enquanto, o senador Humberto Costa e o ex-deputado Maurício Rands aguardam o desenrolar dos fatos.

 

Mais adiante, talvez troquem a missão de pacificadores pelo papel de pretendentes ao governo da capital pernambucana.

 

O NEGÓCIO É O SEGUINTE

 

François Hollande, da esquerda, tem 31% das intenções de voto para a presidência da França. Candidato à reeleição, Nicolas Sarkozy, conservador, chega aos 24,5%. A ultradireitista Mariane Le Pen crava 20%. O instituto Fiducial assina a pesquisa.


No mês de maio, prefeitos realizam Marcha a Brasília. Parte considerável dos quase 5,6 mil municípios do país encontra-se em estado de insolvência.

 

Sandra Werneck, cineasta de entusiasmados admiradores, conclui a composição do elenco de Marina e o tempo. O filme é sobre Marina Silva. Na tela, Lucy Ramos será a ex-senadora.

 

Furou o balão de ensaio do projeto da volta de Arlindo Chinaglia (PT-SP) à presidência da Câmara dos Deputados, próximo ano.

 

Renan Calheiros (AL) é pule de dez para ser reconduzido à liderança do PMDB no Senado.

 

Em vigência desde 1940, o Código Penal vai mudar. A comissão da reforma planeja encaminhar o anteprojeto ao Congresso entre o fim de maio e o início de junho.

 

O Ibope informa: os três governadores mais populares do País são, pela ordem, Eduardo Campos (PSB-PE), Beto Richa (PSDB-PR) e Sérgio Cabral, filho (PMDB-RJ).

0
Comentários
300
As informações são de responsabilidade do autor no:
espaço do leitor
Nenhum comentário ainda, seja o primeiro a comentar esta notícia.

Walter gomes

RSS

Walter gomes

Walter gomes

Escreva para o colunista

Atualização: Domingo

Newsletter

Receba as notícias da Coluna Walter Gomes

Powered by Feedburner/Google

Mobile RSS

rss