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O Repórter 19/11/2011 - 17h00

Sob o signo da controvérsia

Lula da Silva conseguiu o que queria: subjugou a seção paulistana do PT. Excluiu do jogo eleitoral os concorrentes internos de Fernando Haddad, a quem ungiu candidato da sigla a prefeito da mais importante cidade da América do Sul. Pressionados pelo ex-presidente da República – auxiliado no processo pela afilhada-sucessora –, os pré-candidatos desistiram de participar da prévia marcada para o último domingo deste novembro.

Marta, líder das pesquisas de intenção de voto, iniciou a série de renúncias. Seguiu-se a de Eduardo Suplicy, ex-marido da senadora e seu colega de bancada na Câmara Alta. Depois, retiraram-se da disputa os deputados Jilmar Tatto e Carlos Zarattini.


Nas urnas de 2012, Haddad, candidato estreante, vai enfrentar oponentes também protegidos por fortes estruturas político-financeiras. Um deles será o representante do PSD, que pode ser o vice-governador Guilherme Afif Domingos ou Henrique Meirelles, ex-presidente do Banco Central. Outro adversário: Carlos Russomano (PRB), ex-deputado autor do Código de Defesa do Consumidor. Mais um: Gabriel Chalita (PMDB), escolha pessoal do vice-presidente da República, Michel Temer, foi vereador na capital e recebeu ano passado, 560 mil votos para deputado federal.


Há expectativa a respeito do nome que irá às ruas com a bandeira do PSDB. Quatro pretendentes preparam-se para concorrer à eleição interna que definirá o candidato. O quarteto é formado pelos secretários de Estado Andrea Matarazzo (Cultura), Bruno Covas (Meio Ambiente) e José Aníbal (Energia), além do deputado federal Ricardo Trípoli.


Pós-escrito: o governador Geraldo Alckmin ainda espera ouvir um improvável “sim” de José Serra.

 

COMUNISTA EM ALTA

Uma liderança ascendente no Maranhão.

Flávio Dino (PCdoB-MA), da nova geração de adversários do clã Sarney, disparou nas pesquisas de avaliação dos pretendentes a prefeito de São Luís.

 

O ex-deputado, hoje presidente da Embratur, assustou Roseana (PMDB), ano passado, na corrida ao governo.

 

VALE A LEMBRANÇA

Resgate da memória do governo derrubado pelo golpe militar de 1964.O Instituto Cultural Cravo Albin, do Rio de Janeiro, começou a gravar o depoimento dos sobreviventes da equipe ministerial do presidente João Goulart.

São dois brasileiros ilustres na dignidade e no saber: o amazonense Almino Afonso, do Trabalho e Previdência Social, e o baiano Waldir Pires, consultor geral da República, à época cargo de grande importância.

 

SAIU NA FRENTE

O PSDB ensaia para a sucessão presidencial.

Aécio Neves é o primeiro que se apresenta, em nome da oposição, como aspirante ao Palácio do Planalto.


Mostra-se ao vivo, como fez agora no Rio Grande do Sul (Porto Alegre e Gramado), com um discurso de crítica: “Na política, o governo do PT segura um ministro aqui e outro acolá.

Na economia, o Brasil voltou à década de 50, como exportador de produtos primários.”


CERCO À OPOSIÇÃO

O DEM caminha para o sacrifício eleitoral em dois importantes centros políticos.

Exatamente onde já é certa sua presença no embate municipal

Um, no Sudeste; outro, no Nordeste.


Rodrigo Maia é pré-candidato à prefeitura do Rio de Janeiro; Mendonça Filho, à do Recife.

 

CORRIGIR É PRECISO


Equívoco, agora reconhecido, da Carta de 1988.

 

Os constituintes permitiram que o Orçamento da União continuasse autorizativo, entulho-herança da ditadura militar.


Fosse impositivo, o governo teria de aplicar recursos como determinasse a Lei dos Meios. E talvez não fosse subalterna a relação do Congresso com o Palácio do Planalto.


Várias janelas seriam fechadas para dificultar o subproduto chamado emenda parlamentar. Ela permite manobras ilícitas para o Executivo favorecer a bancada governista e prejudicar deputados e senadores da oposição.

 

O NEGÓCIO É O SEGUINTE


José Dirceu, competente e hábil, cobra caro pelo trabalho de consultoria. É pluralíssima a lista de clientes (empresários e políticos) do ex-chefe da Casa Civil da Presidência da República, ex-deputado e ex-presidente nacional do PT.

 

Henrique Eduardo Alves está em fase de idílio político com Dilma Rousseff. A Presidente considera o deputado-líder do PMDB um figuraço.

 

Inadaptada ao poder, Ana de Hollanda deixa a Pasta da Cultura na reforma ministerial anunciada.

 

Entreouvido no gabinete do presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS): “Pelo ridículo do seu comportamento, (Carlos) Lupi já deveria ter sido demitido.”

 

No Palácio do Planalto, Cândido Vaccarezza (PT-SP) ganha o adjetivo “sofrível” como líder do governo na Câmara. Deve cair na próxima sessão legislativa.

 

Vitória Alice Cleaver assume a embaixada do Brasil em Hanói (Vietnã).

 

Fim do mês, o Copom realiza a última reunião do ano. O mercado espera um presente natalino. A Selic, taxa referencial dos juros, cairia para 10,75%. Queda, portanto, de 0,75 ponto.

 

Para refletir: “Desconfio de quem é feliz demais. Não é sincero” (Fernanda Vasconcellos, atriz brasileira).

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Walter gomes

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