Tido no início do debate como um ponto de avanço da reforma política, seguiu no caminho sem volta o projeto de extinguir as coligações partidárias para os pleitos proporcionais – deputado (estadual e federal) e vereador. Em nenhum momento, a proposta agregou os apoios imaginados. Com o registro do PSD pela Justiça Eleitoral, confirmou-se a morte anunciada.
Terceira bancada na Câmara Federal – só perde para o PMDB (segunda) e o PT –, o peessedê redivivo, aplaudido por siglas coadjuvantes, vetou a proposta.
Por quê? Porque não terá tempo de rádio e televisão nas próximas eleições. O espaço gratuito nos dois veículos é distribuído de acordo com o número de deputados escolhidos nas urnas do último pleito. No caso específico, o ano 2010. É certo que o PSD ocupa ao redor de 50 cadeiras na Casa, mas os ocupantes ganharam os mandatos sob a bandeira de outras agremiações. Não vale para a contabilidade legal dos programas de propaganda partidária nos próximos três anos.
Também foi sepultado o voto em lista. Financiamento público de campanha teve o mesmo túmulo. Sim, e continua a obrigatoriedade de ir às urnas. Em verdade, o que pode vingar é uma reforminha mixuruca. Nada além.
ENFIM, O ELOGIO
Motivo de júbilo para a diretoria do Banco Central.
Crítico do “comprometimento político da autoridade econômica”, o empresário Paulo Francini sente-se tranquilo com os atuais dirigentes do órgão. Hoje, em conversa pelo telefone, depois de dizer que a atual gestão é a mais independente da história recente, destacou o fato de “nenhum grande dirigente ser ligado ao mercado financeiro”. Francini é diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo).
Pós-escrito: desde o início do governo Rousseff, o presidente do BC é Alexandre Tombini. Gaúcho de Porto Alegre, 48 anos de idade, é Ph.D. em economia pela Universidade de Illinois (EUA).
TURMA NÃO BRINCA
Alguma coisa a respeito do jogo de influência do PCdoB.
Grande não é, mas nenhum partido brasileiro tem poder de articulação como o dos comunistas nativos que outrora seguiam a rígida linha chinesa.
Hoje, a maioria dos filiados à legenda opera à imagem de lídima representante da burguesia nacional. Há, também, os que estão no Congresso ou na Esplanada dos Ministérios a serviço do capitalismo – desnecessária a adjetivação.
Entre as exceções dignificantes dos 15 deputados e dois senadores da sigla, cite-se Aldo Rebelo, alagoano da bancada paulista. Ele presidiu a Câmara de 2005 a 2007. Agora, ministro do Esporte. Antes fora da Articulação Política (governo Lula da Silva).
FORTE NAS URNAS
Político de vitórias acumuladas consulta os eleitores, em 2012.
Concorre como favorito ao Executivo da capital capixaba, que administrou de 1993 a 1997.
Nome: Paulo Hartung.
Idade: 54 anos.
Profissão: economista.
Filiação partidária: PMDB, mas teve passagem pelo PSDB.
Hartung foi deputado (estadual e federal), senador e duas vezes governador do Espírito Santo.
ABRE-SE A CORTINA
Mulheres chegam e ficam no proscênio iluminado.
Receberam o carimbo de eficiência em várias áreas da vida político-jurídico-econômico-cultural do país.
Entre quatro integrantes da lista feminina em fase conclusiva de análise, todas com a toga da magistratura federal, será escolhida a sucessora de Ellen Gracie no Supremo.
A presidente da República vai optar pela detentora do melhor currículo técnico, prevê o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo.
Duas são ministras do STJ – Fátima Nancy Andrighi e Maria Thereza Rocha Moura. Uma é do TST – Rosa Weber Candiota – e a outra, Maria Elizabeth Rocha, é do STM.
O NEGÓCIO É O SEGUINTE
Em fase de articulação a montagem do palanque comum PSD- PSDB. A aliança será testada na eleição de 2012, em seis estados. Cinco são governados por tucanos: Goiás, Minas Gerais, Pará, Paraná e São Paulo. O sexto – Santa Catarina – pelo refundado peessedê, fechado com o Planalto nas votações da Câmara.
Congresso em Foco vai ter edição impressa em formato de revista, e periodicidade semestral. Lançamento: segunda-feira (7).
Jorge Viana (PT), duas vezes governador do Acre e senador estreante, ouve colegas sobre a chance de vingar uma CPI para investigar “a máfia do futebol”. Mira o presidente da CBF, Ricardo Teixeira.
Uma tristeza com jeito de revolta é saber que o magistério nacional, além da luta pelo cumprimento do ínfimo piso salarial – R$ 1.187,97 –, pede ao governo maiores investimentos na educação.
Agendada para a próxima terça-feira em Brasília, a primeira reunião do novo ministro do Esporte com o secretário-geral da Fifa. Destaques da pauta de Aldo Rebelo e Jérôme Valcke: meia-entrada para estudante e venda de bebidas nos estádios.
Dia 27, a seção paulistana do PT realiza eleição interna para escolher o candidato à prefeitura. A senadora Marta Suplicy e o ministro (Educação) Fernando Haddad devem ser os principais protagonistas do embate.
Francisco Praciano (PT-AM), deputado-presidente da Frente Parlamentar de Combate à Corrupção, sugere a Dilma Rousseff “um PAC da Moralidade”.
Walter Gomes
waltergomes@opovo.com.br
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