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O POVO ECONOMIA 18/06/2012

Tarifa do metrô nos trilhos da política

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Depois de 13 anos de obras e da inauguração da primeira etapa do Metrofor, a próxima grande questão será a decisão sobre a tarifa. O valor de equilíbrio entre o preço e o comprometimento da renda da população terá que passar por uma análise financeira e política.

O estudo sobre o custo do metrô e sua integração com as demais modalidades de transporte ainda não foi concluído. Embora sejam inegáveis os benefícios desse tipo de transporte, sabe-se que o seu custo de manutenção é mais alto do que de ônibus, por exemplo. Em quase todos os lugares do mundo as tarifas do metrô são subsidiadas pelo governo, com percentuais que variam entre 30% e 50%. No Brasil, a política aplicada tem sido diferente. Além de não ter subsídio, ainda existe tributação.

 

Pesquisa feita pelo Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) em novembro de 2011 mostrou que metrôs de três cidades brasileiras (São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília) estavam entre os mais caros do mundo.

 

Uma das constatações da pesquisa era de que o valor das viagens de metrô (40 por mês, 20 de ida e 20 de volta) nessas cidades chegava a consumir em torno de 20% do salário mínimo brasileiro. Já nas outras cidades estrangeiras, esse impacto não chega a 2% do salário.

 

A pesquisa considerava tanto o valor do metrô quanto os salários locais. No caso internacional, os parâmetros foram os valores divulgados pela pesquisa Mínimum Wage per Month, do Euromonitor, publicada em 2011. Isso explicaria o fato de o preço da passagem em Sidney, Austrália, ser de R$ 5,94 e impactar apenas em 5,80% da renda mínima - a renda mensal naquele país considerada à época foi de R$ 4.090,68.


METRÔ

CUSTOS BRASILEIRO

A pesquisa feita pelo Idec apresenta outra constatação importante: o brasileiro paga um valor alto por pouca quilometragem. Ou seja, há pouco por onde andar. O metrô de Londres, um dos mais antigos do mundo, por exemplo, tem mais de 400 quilômetros de extensão; o de Tóquio conta com quase 330 quilômetros de linhas. O maior metrô brasileiro, o de São Paulo, tem pouco mais de 74 quilômetros.

 

Uma curiosidade: Fortaleza constava na lista pesquisada pelo Idec, com o “preço do metrô” a R$ 1,00, mas com extensão considerada “limitada” (43 quilômetros), pois atendia apenas ao município de Maracanaú.

 

O Idec como considera como metrô a rede de transporte sobre trilhos em regiões metropolitanas. Esse é um dos conceitos utilizados.


ÔNIBUS

INTERLIGAÇÃO DE LINHAS

O presidente do Sindicato das Empresas de ônibus (Sindiônibus), Dimas Barreto, afirma que a entidade ainda não foi chamada para conversar sobre o processo de integração do metrô com as linhas de ônibus. Ele conta que o sindicato pode ajudar nos estudos para a decisão sobre o preço de equilíbrio da tarifa.

 

A Empresa de Transporte Urbano de Fortaleza (Etufor), que analisa o processo de interligação de linhas, informou que os ônibus passam próximo às estações do metrô, numa distância máxima de 600 metros. Portanto, não serão necessárias mudanças nas linhas.


Apesar disso, é preciso uma boa negociação com empresas de ônibus, municípios (como Pacatuba e Maracanaú, beneficiados com as linhas de metrô) e Governo do Estado para facilitar os processos para os usuários. Tudo isso num ano eleitoral e em clima de racha político.


PASTOS

PRODUÇÃO DE LEITE

A seca tem agravado a situação de produção de leite no Ceará. O sócio-diretor da Consultoria Leite & Negócios, Raimundo Reis, explica que nessa situação a irrigação das áreas de pastagem é a solução para o problema.


Na sua avaliação, esse é um mercado lucrativo que tem atraído empresários de Minas Gerais para o Ceará. As empresas estão produzindo silagem não apenas com capim, mas também com milho. Os negócios, segundo ele, geram receitas tão interessantes quanto às de frutas.
 

PARA LER

 

Além da Euforia - Riscos e Lacunas do Modelo Brasileiro de Desenvolvimento

Resumo: O livro fala sobre a “metade vazia do copo” no que se refere ao desenvolvimento econômico brasileiro. Apesar da estabilidade econômica, os autores apontam fragilidades do sistema econômico.

Autor: Fabio Giambiagi e Armando Castelar

Editora: Elsevier – Campus

 

FÁBRICA

LEITE EM PÓ NO CEARÁ

O empresário Luís Girão, presidente da Laticínios Betânia, ainda pretende voltar a produzir leite em pó no Ceará. Ele conta que teve que vender a fábrica para a Parmalat, que depois transferiu a unidade para Goiás. Hoje, o espaço que era destinado para a produção de leite em pó é utilizado pela Betânia para a fabricação de iogurtes da marca cearense. 

 

"Se você quiser alguém em quem confiar / confie em si mesmo / quem acredita sempre alcança"

Renato Russo, cantor e compositor, em trecho da música “Mais uma Vez”, ”, parceria com Flávio Venturini (14 Bis)

 

RADIO

 

O POVO Economia na Rádio OPOVO/CBN (AM 1010), a partir das 14 horas. Destaque para o quadro Motor 1010, com a jornalista Henriette de Salvi.

Neila Fontenele neilafontenele@opovo.com.br
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