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OMBUDSMAN 03/06/2012

Novos meios, velhas manias

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“Comunicação não é o que você diz.

É o que os outros entendem...”


Duda Mendonça, publicitário


Uma das grandes dificuldades diárias do jornalista é escrever de uma forma que os milhares de leitores que folheiam o jornal entendam a informação que ali está escrita. Essa é a premissa básica em qualquer pauta, por mais complicada que possa parecer. Qualquer bom manual de jornalismo lembra que o leitor não é obrigado a saber tudo o que é publicado, mas quer entender o que está ali. Cabe ao redator traduzir isso.


Foi exatamente o que não aconteceu no anúncio da estreia da reportagem-Instagram, dia 30, na editoria Fortaleza. Quem não domina o tipo de linguagem ali utilizada ficou sem saber como acessar o novo modelo de reportagem, uma iniciativa bacana que só os “iniciados” tiveram acesso. Um leigo no assunto ficou órfão. Fiz a observação interna, no entanto, só com uma explicação pessoal do repórter é que consegui ver o material. E o leitor que não têm a mesma facilidade? É preciso sempre repensar a forma de comunicação dessas novas tecnologias com os leitores tradicionais.


O repórter Demitri Túlio, autor da primeira reportagem-Instagram, reconhece que faltou mencionar outros caminhos de acesso além do citado no material – o do smartphone. Para acessar pelo Google é só digitar “statigram”, depois o nome do usuário no campo procura. No caso, demitritulio, C71r, fatimasudario e opovoonline. Agora sim, tá melhor explicado.


OVERDOSE NA ESTATÍSTICA


Incrível que novas e antigas gerações continuem errando operações de matemática. Quando elas envolvem descontos ou aumentos, então, a situação fica mais difícil ainda, por mais que calculadoras e programas de computador estejam disponíveis para auxiliar. O resultado acaba sendo o erro de informação. Foi o que aconteceu na edição de terça-feira, em Fortaleza. O título da manchete da página 8 foi direto: “Maconha] Apreensão cresce mais de 260% em um ano”. Um número espantoso, que mostraria o bom trabalho policial.


A matéria, assinada por dois repórteres, ganhou, inclusive, chamada de capa - “Apreensão de maconha sobre 263,8% no CE em 2012”. Tudo muito bom, tudo muito bem, não fosse o tropeço aritmético. Uma regra de três simples, básica na conferência de questões matemáticas, revelaria que, infelizmente, a apreensão da maconha foi bem menor. De 180 quilos em 2011 para 475 em 2012. Ou seja, um aumento de 163,8% e não de 263,8% como informado. O Erramos saiu no dia seguinte. Por isso, leitor, quando acompanhar uma matéria cheia de estatísticas confira tudo. Nem sempre eles estão corretos.


FALHA HISTÓRICA


Um lamentável erro que afronta a história. Dessa forma o leitor José Erivan criticou as falhas consecutivas da seção “O POVO é História”, ambas cometidas em edições consecutivas da sexta-feira. Nos dois dias o assunto se referia ao noticiário da Segunda Guerra Mundial - possível invasão nipônica na Austrália e ataque da Força Aérea Real (RAF) sobre a cidade de Colônia, na Alemanha, publicadas dias 25 de maio e 1º de junho, respectivamente. Nas duas, os fatos foram registrados como ocorridos há exatos 60 anos, em 1952, o que não é verdade. A II Grande Guerra terminou em 1945. Os incidentes citados aconteceram 10 anos antes, em 1942. Direto do túnel do tempo.


LOCAL ERRADO


A ausência das palavras cruzadas, resumo das novelas, horóscopo e sudoku surpreenderam os leitores do Buchicho na sexta-feira, 25. Um deles ligou para o ombudsman, ansioso, querendo saber se havia acabado tudo. Outro, que não quis se identificar, criticou a falta de aviso sobre a alteração. Quem acessou o jornal pela Internet não encontrou problemas. Tudo estava normal. Mas então o que houve? Foi a pergunta que lancei à Redação. A explicação aos leitores, veio no dia seguinte - o caderno é fechado com 24 horas de antecedência. O problema foi o local escolhido para o informa: a coluna Vertical, espaço pouco frequentado por leitores do Buchicho que até hoje devem estar desconhecendo que tudo ocorreu por uma falha de paginação.


Esquecido pela mídia - Pagamento dos precatórios do Estado que prometeu zerar dívida até fim de 2012

 

FOMOS BEM


CRIATIVIDADE

Manchete de 1ª página sobre assalto em Tamboril (Acredite. Isto era um banco) fugindo da factualidade

FOMOS MAL


TÚNEIS

Jornal noticiou que Governo ainda iria pedir para assumir obras quando solicitação já havia sido recusada pela Prefeitura

Paulo Rogério
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Ombudsman Atual

Daniela Nogueira trabalha há oito anos no O POVO. É graduada em Comunicação Social/Jornalismo, pela Universidade Federal do Ceará (UFC), e em Letras (Português/Inglês), pela Universidade Estadual do Ceará (Uece). Foi editora de Opinião do jornal e editora do suplemento "The New York Times/O POVO".

Daniela Nogueira
Ombudsman do jornal O POVO

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