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OMBUDSMAN 06/05/2012

Nome aos bois

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“Aprender a criticar é um processo tão doloroso quanto o de aprender a ser criticado...” Lira Neto, ex-ombudsman do O POVO

Notícias de irregularidades no serviço público não é novidade no fazer do jornal. O combate hoje é contra a impunidade. Na segunda-feira, 30, O POVO teve a chance de amplificar uma decisão que é rara. A Prefeitura de Fortaleza publicou no Diário Oficial do Município (DOM) 15 portarias que criam procedimentos para investigar infrações cometidas por servidores. Entre elas contratação sem licitação, extorsão e desvio de conduta. Um ex-secretário aparece como suspeito. A matéria relembrou diversos casos, mas não mostrou o principal: o nome dos investigados.


Um estranho silêncio já que tudo está na edição do dia 23 do DOM. É informação pública, acessível a qualquer cidadão. O bom jornalismo deveria ter dado instrumentos para o leitor fazer a sua própria consulta.

O vazio foi questionado na avaliação interna e na terça-feira, em nova matéria, só o nome do ex-secretário foi revelado. No procedimento, o jornal explica que tal atitude é tomada porque as infrações “ainda estão sendo investigadas”.


CRITÉRIOS


Segundo o editor executivo de Conjuntura, Gualter George, a decisão foi expor apenas o ex-secretário por ser um cargo de primeiro escalão. “Foi o critério, restando-nos discutir se justo ou injusto”. O ombudsman não tomou conhecimento de qualquer debate, apesar de ter levantado questionamento. Se o critério era esse, todos os nomes – e outros que integram CPIs - deveriam ter sido omitidos. Afinal, é um processo onde todos estão sendo só investigados. Não há porque destacar um ou outro. Não somos juízes para tal. Somos jornalistas e vivemos de divulgar informações. Essa era uma. Pública e “quente” por sinal. .


BRINCADEIRA TEM LIMITE


Esse é o alerta que o leitor Gustavo Vieira faz para os editores de Esporte diante do título escolhido - “Que time é teu?” - para matéria publicada quarta-feira abordando o clube do coração dos lutadores de MMA. Ele diz que ficou desapontado com a opção “tão chula”. Aproveito a observação de Gustavo para relembrar outro título utilizado na mesma editoria, na capa do caderno da edição do dia 20 de abril: “Vai dar m****!” Deu...


Já comentei que Esportes, Vida & Arte e Buchicho têm certa liberdade no estilo já que os temas são mais leves e permitem certo humor. A editora executiva do Núcleo de Cotidiano, Tânia Alves, reforça a tese. Porém, no caso do MMA, ela acha que “houve exagero”. A meu ver, se o espírito é a brincadeira, o título reflete pegadinha ainda muito usada entre os jovens. Não vamos ser tão puritanos para quem já usou “Ah, se eu te pego!” ou “Chupa que é de uva”. Já o segundo título, não. É de muito mau gosto.


QUANTA DIFERENÇA


Jornalista não é obrigado a saber de tudo, mas uma espiga de milho todo mundo conhece. O leitor Elbo Alves não entende como o jornal conseguiu confundir tudo domingo, em Política. “O agricultor da foto nunca ia segurar um pendão do milho e dizer que era uma espiga. Seria motivo de piada”. O leitor tem razão. A legenda informa que “José Sobral mostra a espiga que não vingou em Quiterianópolis”. Não há espiga na mão dele. Só o pendão, a parte “masculina” do milho. A espiga é a “parte feminina”.

Eis a diferença.


Esquecido pela mídia: Depois do arrastão em janeiro, como anda segurança no zoológico Sargento Prata, no Passaré?

 

FOMOS BEM


CONSIGNADOS

Jornal melhorou cobertura ao conseguir ouvir envolvidos do lado empresarial

FOMOS MAL


LICITAÇÃO NA AMC

Jornal até agora silenciou diante de novas denúncias de irregularidades em licitação da AMC

Paulo Rogério
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Ombudsman Atual

Daniela Nogueira trabalha há nove anos no O POVO. É graduada em Comunicação Social/Jornalismo, pela Universidade Federal do Ceará (UFC), e em Letras (Português/Inglês), pela Universidade Estadual do Ceará (Uece).

Daniela Nogueira
Ombudsman do jornal O POVO

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