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ombudsman 08/01/2012

Boato e pânico

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"Acho o maior barato essa galera implantando notícia [e pânico]."

mensagem de uma twitteira.

 

O ano começou no Ceará mostrando toda a força que as mídias sociais podem exercer sobre a matéria prima do jornalismo: a informação. A paralisação dos policiais militares, iniciada ainda antes do Réveillon espalhou uma onda de pânico no Estado que nunca se viu na história. Boatos de arrastão, assaltos e tiroteios ganharam corpo na rede mundial e criaram uma grande sensação de insegurança.


Fortaleza o parou diante do medo. No Interior a cena de ruas desertas, comércio fechado e pessoas amedrontadas em casa se repetiu. Diante de tantas informações – e desinformações – os sites de jornais e tevês passaram a ser a principal fonte com credibilidade para consulta. Sobrou para o público decidir o que era verdade ou mentira. Que o leitor fique atento com essas informações durante as eleições municipais deste ano.


Em meio a tanta confusão O POVO teve uma cobertura equilibrada sem se deixar contagiar pelo pânico. Relatou os fatos, as sensações, ampliou enfoques e, principalmente, checou os boatos, grande parte devidamente desmentido. O portal acompanhou o tom. A TV O POVO podia ter feito melhor, mas parece ter faltado ritmo. Uma leitora reclamou que, enquanto outras redes criaram programas especiais, a emissora exibia desenhos animados.


CONTRA O RELÓGIO

A greve já havia sido destaque na edição do dia 30, com foto de cinco colunas dos policiais de braços cruzados na capa. Seguiu como manchete a partir do dia 2 e no dia 4 virou cobertura especial. Mesmo com o fechamento por volta das 2 horas da manhã, quando terminou a greve, não houve grandes reclamações de atrasos. Não é fácil segurar o fechamento até tão tarde. Acertou o jornal ao tomar tal decisão.

 

Falhas aconteceram. As maiores, de atualização como, por exemplo, no Editorial do dia 4 que ainda alertava sobre o perigo da manutenção da greve enquanto a manchete e a página Radar informavam o fim do movimento. Melhor seria ter dado outro enfoque. No balanço final os acertos foram infinitamente maiores. O POVO tem prosseguido bem no desenrolar dos fatos e está praticamente sozinho questionando a gestão estadual para o setor de segurança e analisando as consequencias políticas da paralisação.


BALANÇO

Depois de duas semanas de ausência neste espaço - O POVO não circulou nos dois últimos domingos - retorno para a prestação de contas do segundo mandato como ombudsman, cujo término aconteceu na última sexta-feira. Tradicionalmente a posse do ombudsman e do Conselho de Leitores para o novo período é realizada no aniversário do jornal, que ocorreu ontem. Este ano, excepcionalmente, a solenidade será dia 6 de fevereiro. Como já havia anunciado, serei reconduzido para o terceiro mandato, o último como prevê o Regimento do Cargo de Ombudsman do O POVO. A partir de amanhã entro de férias, retomando o atendimento dia 7 de fevereiro. A coluna retorna dia 12.

 

Foram registrados 738 atendimentos a leitores neste segundo mandato, a maioria por telefone (419). O número é inferior ao do primeiro - 1.241 com 766 telefonemas. Parte da queda deve-se ao período de férias do ombudsman, o que não ocorreu no 1º mandato. Já o número de Erramos publicados cresceu dos 358 em 2010 para 462. O avanço se deve a uma mudança de postura do Núcleo de Conjuntura. Aplausos para a decisão. Política lidera a conta com 130 Erramos, seguido de Fortaleza, com 62 e Economia, 57. Em 2010 a liderança ficou com Fortaleza (73) seguido de Política (66) e Esportes (47). Confira.


ESQUECIDO PELA MÍDIA: As novas câmeras de monitoramento não flagraram nenhum arrastão?

 

FOMOS BEM


RETROSPECTIVA

Especial “A Reinvenção do futuro” analisando 2011 e projetando os próximos anos

 

FOMOS MAL


RÉVEILLON

O jornal deu muito texto, diminuindo espaço para as fotos que informavam a

emoção do momento

 

Paulo Rogério
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espaço do leitor
Cláudio 10/02/2012 20:52
A internet vai bem!
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As informações são de responsabilidade do autor:

Ombudsman Atual

Daniela Nogueira trabalha há oito anos no O POVO. É graduada em Comunicação Social/Jornalismo, pela Universidade Federal do Ceará (UFC), e em Letras (Português/Inglês), pela Universidade Estadual do Ceará (Uece). Foi editora de Opinião do jornal e editora do suplemento "The New York Times/O POVO".

Daniela Nogueira
Ombudsman do jornal O POVO

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