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mundo corporativo 17/12/2011 - 01h30

2012 Sem brincar com futurologias

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É bem comum que nesta época, vésperas de um ano vindouro, façamos muitos exercícios de “futurologia”. Principalmente, os especialistas (do místico ao economista) e os colunistas. Queremos antecipar tendências para poder dizer nos próximos meses – talvez - que estávamos certos. Querendo ou não, nos vangloriar quando, por alguns instantes, nos tornamos “gurus”. Talvez faça parte – muitas vezes de forma velada – de um velho fascínio coletivo pelo poder da adivinhação.


Mas por que sentimos a necessidade de antecipar o futuro? A resposta é simples: para nos preparar técnica e psicologicamente de possíveis eventos e, assim, saber como enfrentá-los. Bom, tudo isso foi para dizer que, não tentarei antecipar novos eventos desse nosso mundo corporativo neste espaço, embora esteja inclinada a fazê-lo. Isso porque temos muitos desafios para encarar ainda neste nosso presente.


CENÁRIO ATUAL


Vivemos um indiscutível tempo de mercado de trabalho aquecido e de uma confortável situação de quase pleno emprego. Isso tudo num cenário global em que as maiores economias mundiais amargam o crescimento paulatino e sucessivo dos índices de desemprego. Somos uma das economias do mundo que, nos últimos anos, mais vem crescendo de forma surpreendentemente acelerada.


Temos uma grande massa de consumidores – que ascenderam dos níveis de pobreza para classe média – que demandam mais serviços e produtos, e assim, vigoram as industrias em geral. Também somos o País que irá sediar, em menos de 5 anos, dois grandes eventos esportivos – a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos –, que devem mudar a cara de muitas cidades, com obras de revitalização, construção de estádios e projetos de melhoramento da estrutura de mobilidade urbana. Além de eventos esportivos, os dois mundiais já promovem a rápida absorção de mão de obra em todos os níveis - do profissional operacional ao executivo.


DESAFIO DE HOJE E DE AMANHÃ


Entre tantas “glórias”, surgiu um grande problema e preocupação do mercado que os profissionais de RH e gestão de pessoas apelidou de apagão de mão de obra qualificada. Isso quer dizer que a demanda por profissionais cresceu em quase todo o País, mas a oferta de trabalhadores no mercado nem sempre vem agradando as empresas que tentam apaziguar seus padrões a níveis globais de qualidade. O mercado está mais exigente e muitos profissionais – apesar da expansão do ensino superior e pós-graduação no País - não conseguem acompanhar essas exigências.


Creio que esse é o desafio de hoje e de amanhã dentro do mercado de trabalho e da própria economia real. Mas também vejo que é um desafio histórico brasileiro, fincada em deficiências de nosso sistema educacional – principalmente, a da educação básica. Portanto, acredito que não há formulas mágicas, pois será um problema que se solucionará a longo prazo e exigirá o esforço desde das esferas de poder até à motivação de nossos trabalhadores. Não resisti a dar um pitaco de futurologia: este assunto continuará a ser a grande preocupação e desafio das empresas brasileiras em 2012.


MINUTO SABÁTICO


1Dessa vez, eu não utilizarei este espaço para dar dicas de como aproveitar as - muitas vezes - escassas horas de lazer. Ou melhor, os nossos preciosos minutos sabáticos. Hoje, anuncio aqui as minhas férias da coluna, depois de pouco mais de um ano de tentativas de trazer para este espaço alguns assuntos pertinentes, quentes e tendências desse mundo corporativo. Agradeço a todos que me escreveram – seja para tirar dúvidas, sugerir pautas ou até mesmo somente para desabafar. Mas esta não é uma despedida definitiva! Volto a escrever neste espaço em janeiro, quando retorno das minhas semanas sabáticas! Tenham todos um bom Natal e uma ótima passagem de ano! Até 2012!

 

Sandra Nagano

Jornalista da área econômica

Sandra Nagano nagano@opovo.com.br
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MAURICIO DE ALMEIDA BRAGA 22/12/2011 09:19
O tão falado crescimento econômico, cantado em verso e prosa pela mídia não se confirma, por várias razões. 1) O governo ao criar o parcelamento do Simples Nacional, levantaram o tapete e o SEBRAE revela que 500 mil empresas no Brasil estão em débito com o fisco. 2) O vergonhoso índice do IDH do Brasil revela que está havendo piora do bem estar do povo. 3) A queda constante dos juros, já revela uma preocupação da equipe econômica com o andar da carruagem. 4) A quantidade de pontos comerciais de Fortaleza fechados. 5) A declaração da FIESP que em novembro iam demitir 80 mil funcionários na indústria Paulista. 6) A crise que passa o ramo de confecção, vítima da concorrência predatória da China. Procurando acharemos mais dados significativos. Não se resolvem problemas só com palavras de otimismo desvairado. Temos que encarar a realidade. Um País com 500 anos de injustiça social, não se resolve em uma ou duas décadas. Principalmente com a Elite dominante que temos. (vide matéria deste site; " Postos de trabalho em Novembro" !
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