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menu político 17/12/2011 - 15h00

A Presidente e o ano que fica para a história

"Os críticos podem alegar que o Governo Dilma tem sido desastroso em vista das trocas traumáticas de ministro. mas nem isso parece abalar o Governo da Presidente"

No último Menu Político de 2012 nada mais justo que o espírito de balanço prepondere nesse momento. Em sendo assim, me permito fazer rápida avaliação do primeiro ano do governo Dilma Rousseff, na perspectiva de que a grande incógnita sobre ela no início do mandato recaia sobre a sua capacidade de lidar com as pressões políticas. Preocupação, diga-se, plenamente justificável, diante às circunstâncias que a levaram a ser indicada para concorrer à presidência. Com perfil de executora e pouco afeita as barganhas e picuinhas políticas, era natural que se nutrisse certo receio quanto a desenvoltura da presidente nesse campo.

 

Ao fim dos primeiros 12 meses à frente da presidência, todavia, Dilma foi a grande personalidade política do Brasil neste ano. Se no aspecto de gestão, manteve-se de certa forma a continuidade do governo Lula, coube a ela, no aspecto político, dar em pouco tempo uma marca a sua gestão que deve perdurar no futuro. É bom ressaltar, que uma das lições do marketing político para quem está começando uma gestão, deve ser a definição de um perfil que a diferencie das anteriores. Nesse sentido, a presidente não só superou o receio inicial de seus próprios eleitores, como imprimiu estilo hoje elogiado até por opositores.


Outro ponto importante no qual a presidente ditou o tom, foi na relação com a imprensa. Claramente rejeitada pelos grandes veículos de comunicação do eixo Rio-São Paulo na época de campanha, havia certa expectativa de como se daria esse embate durante o governo. Ao contrário de Lula, porém, Dilma não partiu para o confronto, nem fez concessões para além do que permite o jogo democrático. Pontos para a presidente, que termina o primeiro ano sem estar refém dos jornalões, revistas e emissoras de TV, e, ao mesmo tempo, cada vez mais respeitada por posições tomadas ao longo do governo.


Os críticos podem alegar que o governo Dilma tem sido desastroso em vista das trocas de ministro em situações traumáticas (nunca antes nesse país). Mas nem isso parece abalar o governo da presidente, como têm mostrado as pesquisas de opinião. Ora, em que governo anterior a esse, a queda de tantos auxiliares diretos ainda lhe garantiria tanta popularidade? O que parece claro e seria bom que ficasse como legado, é a demonstração de que é possível governar sem se render a partidos ou se ajoelhar a quaisquer barganhas em troca da manutenção do poder. Dilma, até agora, tem dado bela lição, que poderia ser aproveitada pelos futuros governos no país.

Luiz Henrique Campos
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Sales 24/12/2011 05:47
Rui,vai ler a Privataria Tucana. Aí VC vai ver coisa feia.
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RUY CÂMARA 19/12/2011 10:50
2011 chega ao fim a mais um ano de promessas, mentiras e muita corrupção vazou pelo tonel furado do tempo brasileiro. O primeiro ano do governo Dilma-Lula termina na mesma sofreguidão em que se iniciou em janeiro: sem conseguir apresentar ao eleitor-contribuinte as grandes obras prometidas durante a mega-campanha eleitoral de 2010 em que o PT torrou mais de R$ 400 milhões de Reais do dinheiro nosso. E pior, o governo Dilma começará 2012 afundado num emaranhado de relações promíscuas envolvendo ministros e autoridades corruptas que continuam gerindo importantes pastas no governo, o que levará o governo a fazer uma mudança profunda no corpo ministerial, atrasando mais ainda o que já estava parado por problemas de gestão. Ora, para cumprir o cronograma das promessas, Dilma deveria estar entregando neste fim de ano ao povo, pelo menos 3.288 quadras esportivas em escolas; 1.695 creches; 723 postos de policiamento comunitário; 2.174 Unidades Básicas de Saúde e 125 Unidades de Pronto Atendimento, além de centenas de milhares de moradias subsidiadas para a população de baixa renda. Dilma foi eleita prometendo construir 2 milhões de casas até 2014. Isso implicar entregar agora pelo menos 500 mil casas, sem contar com as 800 mil que Lula havia prometido em 2010 e esqueceu o que dissera. Dilma prometeu construir 500 UPAs até 2014, mesmo sabendo que as tais UPAs teriam de disputar orçamento com as outras 500 que Lula prometera entregar até 2010. Segundo o Ministério da Saúde, apenas 91 UPAs foram entregues no ano passado, ou seja, Dilma está devendo ao povo 909 UPAs. O programa Minha Casa Minha Vida, um dos carros-chefes da campanha eleitoral de Dilma, é um desastre em matéria de cumprimento da palavra empenhada. Dos R$ 12,7 bilhões reservados para esse programa no Orçamento de 2011, apenas 0,05% (R$ 6,8 milhões) foram desembolsados até agora. O governo Dilma conseguiu obter recordes de arrecadação em 2011, mas até agora só conseguiu honrar a metade das faturas
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