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Menu Político 08/10/2011 - 15h00

Recursos aumentam, mas indicadores não avançam


A professora Sofia Lerche Vieira, ex-secretária da Educação no governo Lúcio Alcântara, me contou certa vez uma história que a fez refletir sobre o modelo e as contradições que marcam a educação no país. Segundo ela, ao ter acesso aos indicadores da área em determinado município pobre do Ceará, constatou que havia grande diferença entre duas escolas bem próximas e que recebiam praticamente a mesma quantidade de recursos. O fato chamou atenção e despertou-lhe o interesse em saber porque o resultado era tão gritante. Ao se deter nessa análise, a então secretária começou a entender que pequenas ações e iniciativas inovadoras desenvolvidas na escola eram capazes de despertar a autoestima nos corpos docente e discente, com reflexos diretos no aprendizado.


Na verdade, muito mais do que o método de ensino, a prática cotidiana fora da sala de aula era que fazia a diferença. O exemplo pode parecer uma gota de água no oceano, mas me veio a lembrança ao ler este mês a informação segundo a qual o Brasil foi, entre 34 países listados pela Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o que registrou o maior crescimento no investimento por cada estudante dos ensinos fundamental e médio: houve aumento de 121% nos recursos entre 2000 e 2008. Vejam portanto, que nos últimos oito anos o aumento de recursos foi considerável.


Para se ter ideia, os gastos com ensino subiram de 3,5% do PIB em 2000, para 5,3% em 2008, apesar de ficar abaixo da média dos países avaliados pela OCDE, que é de 5,9%.. É bem verdade que ainda há muito a se fazer até pela carência histórica acumulada nos últimos anos e, para isso, dinheiro é fundamental. O próprio estudo da OCDE aponta que o Brasil possui alto número de jovens até 15 anos com dificuldades de leitura, em contraponto ao aumento de recursos no setor. Os números, todavia, revelam que não bastam mais recursos para se obter o padrão desejado. Mesmo com o aumento de 121% de investimento na área no país, o que melhoramos em termos de indicadores?


A complexidade do sistema educacional brasileiro, portanto, requer bem mais, para efeito de análise, do que a tese reducionista de que basta ampliar o investimento. Muitas vezes, mais do que esclarecer, isso serve para justificar fracassos. É fato que se investe menos do que o necessário, mas o velho e cansado discurso de que a falta de dinheiro responde por tudo, precisa ser encarado de outra forma. No caso específico do Ceará e de Fortaleza, os efeitos dos recentes embates entre professores e governo, são capazes de gerar muito mais reflexo negativo do que uma grande quantia de dinheiro investido na educação é capaz de proporcionar melhorias. É nesse aspecto que exemplos como os da pequena cidade cearense funcionam muito bem como antítese.

 

Quem se apresenta?

A greve dos professores estaduais revelou, apesar da ampla maioria na Assembleia, uma falha grave na articulação política do governo Cid Gomes. A possível paralisação, que desde agosto já surgia como ameaça, não mereceu por parte do Governo a devida atenção no seu início. Talvez por achar que os docentes estaduais fossem mais fáceis de controlar do que os professores municipais, o problema foi sendo empurrado com a barriga, sob a aposta de que a greve não se consumaria. O que o governo não contava era com a possibilidade do movimento crescer e ganhar corpo, resultando em momentos de radicalização. Faltou a presença de um intermediador para fazer o meio de campo. Sem esse personagem, nem mesmo a atual direção da Apeoc teve força para encerrar a greve mais cedo, apesar de terem tentado. Esse talvez seja um dos males causados pela submissão do parlamento ao governo.

 

Luiz Henrique Campos
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Maurício 14/10/2011 17:14
Caro Odilon, você gostaria que sua filha ou seu filho, se tiver, venha a ser ou fosse um professor. Vocação nós já sabemos que temos como professor, cultura também temos, ou então, do contrário, as universidades que nos esmerilhou são um fracasso e uma mentira. Você deve é ir estudar um pouco mais para poder meter sua opinião naquilo que talvez você saiba fazer: criticar sem conhecimento de causa. Ideias simples podem dar certos, mas generalizar é burrice. Um dos grandes problemas da educação do/no Brasil é este: Ouvir todos os que não estão nas salas de aula e esquecer-se, inclusive e principalmente, de ouvir o professor. Ele é a solução e a chave para a resolução dos problemas que circundam e permeiam a educação de nossas crianças e jovens. Em que país, se não no Brasil, o professor, um cargo tão importante, sem fazer desmerecimento a importante função de outras profissões, o funcionário da própria educação e outras áreas, com formação e anos de estudo inferior, ganha mais que os seus professores? Além disso, hoje os professores não entram mais pela janela como em seu tempo. São concursados, o que mostra competência. Sou professor. Honro a minha formação e minha escolha. Agora, falta uma parte da sociedade e principalmente o governo, concretizar minha importância dentro e fora da sociedade com salário digno e que não me faça mendigar dos amigos ou das família. Trabalho por amor, assim como também pelo meu sustento. A própria bíblia diz que temos de viver do suor de nosso rosto. Portanto, ganhar pouco não é o problema. É apenas um dos problemas. Os outros problemas diz respeito também à questão de autoridade neste país. Pelo o que vejo, autoridade neste país é quem percebe em seu cheque de fim-de-mês um gordo salário, embora sua conduta profissional seja verdadeiramente de índole duvidosa. Este é o lugar em que estamos no Brasil dos jecas e dos espertalhões. Em lugares assim, o Professor é um mero detalhe. Mas nós estamos conseguindo destruir isso. E conseguiremo
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Odilon Jose Fernandes 09/10/2011 12:16
Recursos e educação não rimam e nem entoam entre si, é nessessário cultura para educar. Após a década de setenta houve uma demanda de formação de professores, para suprir a falta daqueles que foram cassados, deportados e mortos pela ditadura, que formaram a toque de caixa os seus substitutos. se compararmos as pessoas que estudaram antes disso verão que quem cursava o ensino fundamental, na época primário, já saia da escola sabendo e podendo fazer, muitos deles estão na ativa tocando seus próprios negocios, e note-se que não havia estrutura e nem recursos para as escolas, era pura vocação de ensinar, mesmo sem salas, lousa e carteiras havia o desejo de ensinar e de aprender, e os professores sempre foram pobres, mas tinham cultura. Daí a falta de emprego, a fácilidade de se tornar funcionário público e as regalias e segurança que os concursados teem, explica a quallidade da nossa educação, bem vista pesa ex secretária. Parabéns pela matéria.
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odilon Jose Fernandes 09/10/2011 10:55
Recursos e infraestruturas não se faz tanto nescessário para o aprendizado. Se alguma instituição, ong ou seja lá o que for realizasse estudos para comparar o aprendizado que se praticava até a década de setenta, descobririam que o aluno que cusava o ensino fundamental quando adulto não tinha o seu nome constando em nenhum medidor de ídice de criminalidade, pelo menos em percentual alto. Os presídios estavam cheios na maioria de analfabetos. Na atualidade ocorre o contrário. Então deduzo que a ex secretária fez uma observação que deve ser aprofundada. O ivestimento deve ser em oportiuniodades de enpregos para os docentes que estão aí por falta de opções em tempo passado, e repô-los com pessoa vocacionada em educação.
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Francisco Jutahy 09/10/2011 07:35
O Parlamento esqueceu que sua principal missão é defender os interesses do povo e não os do governo. Pouquíssimos deputados tem pensamento próprio, o resto só diz amém as vontades do governante. A aprovação da área de segurança no entorno do Palácio do Governo foi uma medida medieval, faltando apenas a construção de um espelho dágua habitado por crocodilos e com ponte levadiça. Nunca vi um governante ter tanto medo de gente simples. Que falta nos faz o saudoso Virgílio Távora, um grande estadista que só pensava e agia defendendo os interesses do povo.
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