A Europa está à beira de um precipício. Agora há uma crise geral de confiança e o pânico se reflete nas ruas, nas empresas, nas bolsas de valores e principalmente na mente dos europeus. Parece até uma crise de contágio mortal que infectou a todos os grandes países da zona do Euro.
Hoje também se especula abertamente a respeito da sobrevivência do euro e inclusive da própria União Européia. Toda a situação é muito delicada.E tudo por quê? Devido ao fato de que a Grécia não pode pagar suas contas. Mas isto não era nenhuma surpresa. Toda pessoa séria sabia muito bem que a crise da economia grega era tão profunda que todos os pacotes de resgate aprovados para o país, apenas fariam Atenas ganhar um pouco mais de tempo.
Mal se passaram seis semanas desde o último pacote de resgate grego, e já mais uma vez, o país se está desmoronando. Na semana passada a Grecia era noticia em todos os lados da Europa, onde era esperada a liberação de uma quantia de 8 bilhões de euros em empréstimo para aquele país. Mas por que tanto alvoroço se todos sabem que a Grécia não tem como pagar suas contas?
Surge outra pergunta: Por que os problemas de um país pequeno da periferia da Europa podem dar lugar a uma tragédia de tao grandes dimensões? As respostas residem no fato de que isso poderia se chamar de uma tragédia grega, não fosse pelo simples motivo de que a crise não está em absoluto limitada tão somente à Grécia.
A crise que começou com a quebra dos bancos, passou agora a expressar-se como a possiblidade de quebra de nações inteiras. Se a Grécia colapsa, outras economias mais importantes certamente a seguirão.
Por isso os líderes da zona euro convocaram mais uma reunião de emergência na Polônia para a próxima semana. Os dirigentes europeus perceberam, ainda que tardiamente, que a origem da crise que assola o continente deve procurar-se além dos confines da Grécia. Além disso, suas repercussões também se farão sentir muito longe.
A discussão que ronda em toda a Europa e certamente será o mote da reunião na Polônia é justamente sobre as consequências para o resto do continente, principalmente potências como Grã-Bretanha, França e Alemanha?
O temor é que surja uma reação em cadeia de bancos quebrados nesses países. Os bancos franceses e alemães estão muito expostos na Grécia, portanto bastante vulneráveis. Por outro lado, os bancos britânicos não se aventuram de forma ostensiva na Grécia, mas estão muito expostos na Irlanda. Os bancos austríacos por sua vez estão têm muito atividades na Itália, e assim por diante.
Não restam dúvidas que os resultados seriam catastróficos para Europa, pois um colapso econômico no continente europeu causaria um verdadeiro tsunami através do Atlântico, trazendo pressão sobre o dólar ao mesmo tempo em que traria a instabilidade financeira para os Estados Unidos.
O resumo da ópera é que a Grécia não pode cair, pois a sua queda se traduziria imediatamente no contágio a outros países e Espanha, Irlanda, Portugal e Itália cairiam como peças de dominó.
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