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31/08/2011 - 17h15

O intercambio acadêmico e o desenvolvimento nacional

No contexto de globalização onde as fronteiras internacionais se mostram cada vez mais reduzidas, a mobilidade estudantil oferece aos alunos a experiência internacional que lhes permita, posteriormente, colocar-se competitivamente no mercado laboral.


Para a educação, esta dissolução virtual das fronteiras significa una autentica revolução, já que se deseja oferecer una formação vanguardista e pertinente, de acordo com as necessidades e as exigências da atualidade.


Em termos concretos, este desafio se chama internacionalização da educação, o que no conceito mais simples é um processo mediante o qual as funções de ensino,pesquisa e serviços em um sistema de educação superior se tornam internacional e culturalmente compatíveis.


Outras características importantes dos programas de mobilidade acadêmica residem no desenvolvimento pessoal dos estudantes e sua posterior empregabilidade, a aquisição e melhora de idiomas e novos conhecimentos e a ampliação de sua tolerância frente a novas culturas.


Como exemplo exitoso da importância do intercambio acadêmico, podemos citar o Programa Erasmus que possibilita a mobilidade de estudantes na Europa. O programa Erasmus iniciou em junho de 1987 e já no seu primeiro ano ofereceu 3244 bolsas de estudos. Em 2005, o número chegou a 144 mil, o que representa apenas 1 % dos estudantes da Europa. Nos últimos vinte anos, mais de um milhão e meio de bolsas foram distribuídas para estudantes europeus e a Comissão Européia deseja chegar a três milhões em 2012.


Outros exemplos: O DAAD na Alemanha; o Programa Indiano de Cooperação Técnica e Econômica; o Programa Fulbright dos Estados Unidos; a Agence universitaire de la Francophonie na França; o Programa Futuros Líderes nas Américas do governo canadense.


Seguindo esses bons exemplos, o governo do Brasil, de forma assertiva, lançou no mês passado o Programa Ciência sem Fronteiras, que pretende conceder 100 mil bolsas de intercâmbio para brasileiros. A presidenta Dilma Rousseff,durante o discurso de lançamento do PCF afirmou que “ o governo está preocupado em formar estudantes que serão nossos futuros cientistas" e acrescentou que “o Brasil vai usar o recurso usado por outros países, que é o de enviar estudantes ao exterior.”


Ao pensarmos uma estratégia que inclua a cooperação acadêmica e científica interinstitucional e internacional, é importante considerar que a internacionalização da educação superior brasileira, oportuniza a que seus programas sejam melhor conhecidos no estrangeiro, além de facilitar o estabelecimento de redes para o desenvolvimento de investigações e a mobilidade de acadêmicos..


É fundamental, a difusão da oferta das instituições brasileiras no estrangeiro, especialmente naquelas áreas nas que o Brasil tem vantagens sobre outros países.


O que aprender com as nações que já comprovaram a importância da mobilidade acadêmica? Os investimentos em formação deveriam ser una das ações prioritárias para o desenvolvimento de cada nação.
Aqueles países transformaram suas idéias em ações.

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Priscila Férrer 12/09/2011 05:10
Estou atualmente estudando na Franca graças a dinâmica da Universidade de Fortaleza em criar relações com outras universidades em todo o Mundo. No exato momento estou na Universidade Nice Sophia Antipolis em Nice e esse já é o meu terceiro quarto intercâmbio fora do Brasil. Apesar das novas noticias do PCF, infelizmente nosso governo ainda não percebeu a importância desses intercâmbios estudantis e o nosso Pais ainda tem muito caminho pela frente, infelizmente também acredito que alguns estabelecimentos educacionais não facilitam para nos estudantes realizar esse sonho. Enfim, ainda temos muito o que aprender e crescer, pois cada vez mais é mais rápida a globalização em todos os seus sentidos; profissional, estudantil e até familiar. Gostaria de expressar minha alegria em ver o jornal discutir esse assunto.
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Roberta Tavares 01/09/2011 12:32
Meu maior sonho atualmente é poder fazer um intercâmbio. Tenho muita vontade de entrar em contato com uma nova cultura e uma sede imensa de um aprendizado no exterior. Infelizmente, sabemos que um intercâmbio custa muito caro, mas com essa abertura que a presidente Dilma está iniciando, sei que muitos jovens, que têm esse sonho assim como eu, conseguirão realizá-lo. Porém, da mesma forma que as vagas nas universidades públicas não são suficientes para todos os estudantes brasileiros, as oportunidades de estudar fora também serão limitadas, deixando muito a desejar.
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