Tão bom quanto a Copa do Mundo é o que o evento pode proporcionar para a cidade sede de jogos. A agenda planejada para Fortaleza está em plena execução. Mas, vem a pergunta: estará tudo pronto até o início do torneio? Provavelmente sim. Porém, o mais importante para nós é que tudo estará finalizado ou em andamento. É o tal do legado que sempre se falou.
Diante da doença do pessimismo e da mania pela agenda negativa dos incrédulos, não custa repetir: as obras projetadas em função da Copa de 2014 estão garantidas. Trata-se de um conjunto de obras que vai se concretizar em curto espaço de tempo se comparado ao rito tradicional.
Para nós, para Fortaleza, para o Ceará, a Copa está cumprindo a sua mais importante função. Em quatro anos conquistamos os financiamentos para obras de infraestrutura que talvez só saíssem em duas décadas ou mais. O valor total dos financiamentos ultrapassa os R$ 1,7 bilhão.
Uma delas é o terminal de passageiros do Porto do Mucuripe. Dinheiro a postos e licitação já feita. Poucos têm a dimensão do significado desse equipamento para a cidade. Falta ainda licitar a ampliação do aeroporto Pinto Martins, sob a responsabilidade da Infraero. Esse sim, um problema de fato, mas os planos indicam que a licitação sai ainda no primeiro semestre.
No sistema viário, a Prefeitura já assinou a ordem de serviço para a reforma, melhoria e ampliação de todas as vias do entorno do Castelão. Apostem: será um dos estádios do Brasil com melhores e mais acessos viários.
Ainda falta licitar os túneis dos cruzamentos da Via Expressa, cujas margens vão receber os trilhos dos veículos leves. É o VLT, que também ainda está com licitação por fazer. Nesse ponto, tem a imensa complicação das desapropriações. A boa notícia: como já tem financiamento, a obra vai sair.
Quanto ao Castelão, nem é preciso falar. As obras do estádio são as mais avançadas do Brasil. Foi esse o motivo principal que deixou Fortaleza numa situação privilegiada para ser escolhida como sede de tantos e importantes jogos com audiência planetária.
Dezenas de jornais e sites esportivos noticiaram a visita da Fifa a Fortaleza. ESPN: “Impressionado, Valcke põe Fortaleza como forte candidata a receber sorteio das chaves”; Lance Net: “Valcke descarta Rio para sediar sorteio e exalta Fortaleza”; O Globo: “Fortaleza briga para sediar sorteio das chaves da Copa”. O Jornal Nacional foi na mesma linha e reproduziu a surpreendente fala de Valcke.
Extra (RJ): “Fortaleza de bola cheia”; Estadão (SP): “Em Fortaleza, Valcke elogia cidade para sorteio do Mundial”. É essa a mesma manchete escolhida pela agência inglesa Reuters. Terra: “Fortaleza agrada Fifa e sai na frente para sediar sorteio da Copa”. A lista é longa.
Jerome Valcke, o secretário geral da Fifa, conhecido como casca grossa, é o homem dos embates da Fifa com o Brasil. “Se tenho que falar alguma coisa negativa, eu falo”, disse em Fortaleza. Não havia nada de negativo a falar.
Então, falou o positivo e inesperado: “Há uma grande possibilidade que (Fortaleza) seja a sede do sorteio, um evento para três mil convidados e mil trabalhadores de imprensa. São vários candidatos, mas há uma grande possibilidade”. Foi o fruto da visita às obras do imenso Centro de Eventos.
O Globo começou assim seu texto: “A capital cearense é a nova menina dos olhos do secretário-geral da Fifa, o francês Jerome Valcke... a ponto de ter colocado Fortaleza como uma das favoritas para receber o sorteio das chaves da Copa, em dezembro de 2013”.
Depois dos jogos, o sorteio das chaves (quem pega quem) é o mais vistoso evento da Copa. Transmissão mundial. Visibilidade e atenções mundiais para Fortaleza e o Ceará com imensos efeitos em nossa economia. Conquistar esse evento era uma meta considerada improvável. Coisa para São Paulo. O improvável se tornou provável.
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