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Closet 13/05/2012

Tal mãe, tal filha

Coleção Petit Miss Mano, inverno 2012
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Quem é mãe de menina sabe, não há divertimento melhor do que comprar roupa para a pequena. Eu sou mãe de uma meninazinha, que já está na idade de dizer que não quer vestir o que eu sugiro, mas que ainda pede a minha opinião para muita roupa. Do mesmo jeito que eu ainda hoje preciso da opinião da minha mãe para ter certeza de que estou bem vestida. É verdade que vez ou outra, eu tento explicar alguma tendência diferente. Um brinco de um só lado, a ausência de acessórios, tudo é negociável. É a mãe da gente a única pessoa no mundo que tem autorização para afirmar que aquele vestidinho justo que você adorou, deixou você gorda. E você o deixa no fundo do closet para usar depois da dieta.

 

Eu faço parte da tribo que cresceu desejando o guarda-roupa da mãe. Os saltos altos, as bolsas de brilho, os paetês de festa. Nos anos 80, o sonho era caber em um sutiã de ombreiras de mamãe, calçar as ankle boots de couro de crocodilo, se equilibrar nas sandálias altíssimas de tiras finas. Vinte anos depois, me divirto com pezinho da minha filha tamanho 31 achando que daqui a um ano no máximo ela caberá em um salto 35. E, vez ou outra, libero um bolero de paetês para virar jaqueta na brincadeira de boneca.


Essa vontade de se vestir igual à mãe não é via de mão única. As mães também adoram refletir o próprio estilo nas escolhas para filhas e também filhos. A estilista Manuela Medeiros, da linha infantil da Miss Mano, a Petit, conta que as mães que compram a linha Petit, na maioria das vezes, estão na loja para comprar roupas para si mesmas. “O que motiva é vestir a criança com o mesmo estilo”.


A Miss Mano Petit tem araras na própria Miss Mano de adulto, alguns materiais como rendas e tules dão formas às duas coleções. “Seguimos as mesmas tendências, mas fazemos um filtro. A cartela de cores nessa estação tinha o preto e branco, fizemos roupas infantis nas cores, mas sempre respeitando a proposta de vestir criança como criança”, explica Manuela.


O desejo de seguir os passos da mãe abriu mercado para outras grifes de adulto desenvolverem coleções Mini, ou Petit. A Santa Lolla tem sapatilhas entre os tamanhos 26 e 32 no mesmo modelo da numeração acima de 35. A carioca Farm criou a Fábula, grife de roupas para crianças no mesmo tom de colorido e de carioca way of life. Seguem os passos a Carmen Steffens, Chica Fulô, Diva, entre outras.


É coisa de mãe: a gente quer que a filha cresça e suba no salto, mas ensina os caminhos. E, coisa de filha, agradecer as lições de elegância e exemplos de bom senso com o guarda-roupa e o próprio corpo. Feliz Dia das Mães!

 

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espaço do leitor
Eisenbem 16/05/2012 11:12
Os textos da Paula Lima fazem nossa imaginacao virar um teatro! Muito boa!
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