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circuito a 18/02/2012 - 01h30

Ode a Portinari

Como já antecipei pra vocês, a convite do gentleman e querido João Candido Portinari, presidente da fundação que leva o sobrenome do seu pai, estive em São Paulo para o coquetel de inauguração da exposição dos painéis Guerra e Paz de Portinari, no Memorial da América Latina, aliás, um espaço superbacana projetado pelo também genial Oscar Niemeyer. Chamo de coquetel de abertura por força do hábito, mas melhor seria dizer “para o show de abertura da exposição”; uma noite que reuniu ministros, secretários de Governo, personalidades da cena artística, industriais, empresários, grandes executivos, famosos, anônimos e tantos outros que, assim como eu, puderam ver, ouvir e se emocionar com a reverência de nomes consagrados no Brasil e no mundo a Guerra e Paz, “a mais importante obra monumental da ONU” segundo Dag Hammarskjold, secretário-geral da ONU e Prêmio Nobel.

 

E quando digo nomes consagrados estou me referindo a personalidades como Fernanda Montenegro, Beatriz Segall, Milton Nascimento, Ana Botafogo, Lula, Carla Camurati e vários outros, que in loco ou através de depoimentos gravados, fizeram grandes elogios à magnitude e beleza da maior criação do grande mestre da pintura brasileira.


Para se ter uma ideia, os painéis medem 14 metros de altura por 10 metros de largura e são formados por 28 placas pesando 75 quilos cada uma e ocupando uma área total maior que o Juízo Final, pintado por Michelangelo no teto da Capela Sistina. Seu valor de mercado é incalculável e sua beleza artística é indescritível e arrepiante. Na foto ao lado, um auto-retrato de Portinari.

 

Encomendados como presente do governo brasileiro para a sede da ONU em Nova York, os painéis foram pintados de 1952 a 1956 e foram o último grande trabalho de Portinari, que morreu em 1962 por agravamento da intoxicação com o chumbo contido nas tintas. Vieram temporariamente ao Brasil no final de 2010 quando o prédio da ONU entrou em reforma, para serem restaurados no Rio, e agora estão sendo apresentados em São Paulo, graças a uma grande mobilização que incluiu esforços do Ministério das Relações Exteriores, do Ministério da Cultura, do BNDES, da Brazilian Finance Real Estate, da Fundação da América Latina e do Projeto Portinari.


Dica do Campelo


Com entrada gratuita, a exposição fica no Memorial da América Latina até 21 de abril, incluindo também 100 estudos originais preparatórios para a obra, e depois de São Paulo segue em exposições pelo mundo até chegar de volta a Nova York, de onde não poderá mais sair. Confira nas fotos algumas pessoas que encontrei na exposição e inclua o programa na sua próxima viagem a São Paulo.


Vitrine

 

1. Acaba de ser apresentado no Salão Internacional do Automóvel de Detroit o novíssimo Continental GTC modelo V8 da Bentley. Atendendo as novas necessidades ecológicas mundiais, esse superesportivo reduziu em 40% a emissão de CO2, mas, claro, sem perder potência nem autonomia: vai de 0 a 100km/h em menos de 5 segundos, atinge máxima de 290km/h e pode percorrer até 800 quilômetros com apenas um tanque. Bentley – Tel: (11) 3086-8888.

 

2. Apontada como a destilaria escocesa com o maior inventário de uísques com idades superiores a 100 anos, a Dalmore chega ao Brasil. Pertencente ao grupo United Spirits Limited, o conglomerado indiano do milionário Vijay Mallya, a destilaria já teve uma garrafa do seu uísque Dalmore Sinclair 62 anos, vendida por inacreditáveis 200 mil dólares. Mas por aqui chegam somente as versões 12, 15 e 18 anos. Ao menos por enquanto! Casa Flora - SAC: (11) 3327-5199.

Francisco Campelo circuitoa@hotmail.com
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