Das cinco irmãs, era ela quem tinha sido escolhida para tomar conta dos pais quando ficassem mais velhos. Era a terceira de uma fileira de nove em casa. Não se considerava bonita, mas tinha uma alegria contagiante. Talvez por isso, a mãe, desde cedo, tenha dito: quando ficasse mais velha, gostaria de ser cuidada pela Mariazinha. Ouvia aquilo desde pequena.
Ela não se aperreava com aquelas frases ditas tantas vezes pela mãe. Se Deus quisesse assim, assim seria.Não era de ficar em casa. Ia a todos os lugares com as irmãs. Gostava das tertúlias, das festas dos santos. Cedo se transformou em filha de Maria. Apreciava muito quando o pai reunia os amigos para falar sobre livros, discutir política. Para entender melhor, lia tudo que lhe caía nas mãos. Formou-se professora.
Mocinha, até que arranjou alguns namorados. Aliás, numa época foram dois ao mesmo tempo. Não vingou. Nenhum deles quis ficar com a mulher. Dava medo. Ela não era a professora comum. Aprendera a tocar sanfona e violão. Era a única da escola que se aventurava a conduzir turma de alunos para os passeios nos rios em época que o inverno permitia. Organizava os dramas com as amigas. Quando o pai comprou um jipe, foi a primeira a querer dirigir.
Quando todos os irmãos casaram, ela ficou em casa. Amparou o pai quando ele ficou prostrado e sem dizer coisa com coisa. Fazia companhia para a mãe quando ela, já viúva, inventava de fazer os doces e biscoitos para receber no domingo a família inteira em casa. Gostava daquilo. Trazia a juventude dos sobrinhos para dentro de casa. Quando a mãe se foi, inventou de fazer festinhas em casa para os afilhados. Na sala, sempre bem encerada, da casa dela os jovens se juntavam e dançavam nas tardes de domingo. Todos queriam ir pra lá. Os pais confiavam na moça, que apesar da ousadia, era líder na igreja.
Ali, Mariazinha viu muitos casais se formarem. Foi madrinha de muitas noivas e levou ao batismo muitos filhos delas. Daqueles tempos, escreveu memórias onde dizia que era feliz assim: sem filhos, temente a Deus e muitas histórias para contar.
QUIXADÁ
CALÇADAS SEM PASSEIO
A colocação de postes de iluminação pública em Quixadá ocorre sem critério. Somente num espaço de apenas três metros quadrados, quatro postes foram afixados sobre a calçada, prejudicando pedestres de uma das ruas mais movimentadas do Centro da Cidade. Passar com carrinho de bebê ou de compras, só pela rua, correndo risco. População não sabe a quem reclamar. Coelce ou Prefeitura?
PRAINHA DO CANTO VERDE
POSSE DO CONSELHO DELIBERATIVO DA RESEX OCORRE HOJE
O Conselho Deliberativo da Unidade de Conservação da Resex Prainha do Canto Verde, em Beberibe, toma posse nesta sexta-feira, a partir das 15h30min. Amanhã, será realizada uma oficina visando à construção de uma agenda de funcionamento do conselho, contemplando reuniões ordinárias e capacitação. À tarde, um momento de reconhecimento em campo da reserva por parte dos conselheiros. As unidades de conservação de uso sustentável foram criadas através do decreto federal s/n, de 5 de junho de 2009
AQUIRAZ
LIVRO SOBRE PAINÉIS NO RIO
A jornalista Lúcia Galvão lança o livro Painéis de Aquiraz, Joias da Arte Popular do Ceará Colonial, no próximo dia 26 de maio, às 17 horas, no Rio de Janeiro. O lançamento ocorre no Espaço Academia dos Felizes, no Paço Imperial. A apresentação será do arquiteto Glauco de Oliveira Campello.QUITERIANÓPOLIS
ENCONTRO DE COMUNICAÇÃO
O V Encontro de Jornalistas e Radialistas do Ceará será realizado no dia 3 de junho no Ginásio Poliesportivo de Quiterianópolis. A promoção da Associação Cearense de Jornalistas do Interior(Aceji) e Sindicato dos Correspondentes de Jornais e Emissoras de Rádio e Televisão do Ceará (Sincorce), em parceria com a Prefeitura local.
EM
ALTA
CENTRO
Educacional Morrinhense, em Morrinhos, comemora este mês 43 anos, sob direção de Guilhermina Braga. A escola é uma das únicas ligada à Cnec que ainda se mantém.
EM
BAIXA
SEGURANÇA
nas estradas que da zona Norte. Em abril, um ônibus com alunos da Escola Técnica de Reriutaba foi assaltado, na CE- 366, na localidade de Sangradouro, em Santa Quitéria.
O III Festival Nacional de Humor de Maranguape será realizado de 19 a 21 deste mês.
FEIRA de São Bento de Cascavel do Ceará é o título do livro do cascavelense Cleiton Pereira da Silva, que será lançado amanhã na Biblioteca Pública no Centro da Cidade.
Colaboração Audílio Moura, Amaury Alencar e Frederico Fontenele Farias
Tânia Alves
taniaalves@opovo.com.br
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