Gostava de dizer que se casou três vezes. Com a mesma mulher. Contava do princípio. Chamou atenção aquela moça branquinha, no meio das outras mulheres, raspando mandioca em dia de farinhada na casa do tio dele. Foi amor à primeira vista. Deu um jeito de puxar conversa. Soube que ela morava longe. Fora convidada pela dona da casa, que era sua madrinha, para ajudar na lida por aqueles dias em que o sítio se transformava.
Aquele foi um período de descobertas. Em todos os intervalos do trabalho, lá estavam eles em conversas baixinhas, sempre juntos. Foi ali que ele decidiu viajar a cavalo para pedir autorização aos pais dela para frequentar a casa. Do namoro ao casamento, foi pouco mais de um ano. A cerimônia foi na capela pequenininha, mas aconchegante. Estava lotada naquele dia. A igrejinha virou símbolo para os dois. Foi lá onde também batizaram o primeiro filho. Quando completaram 25 anos, decidiram se casar de novo. Sonhavam que seria no mesmo local, onde ela tinha entrado vestida de noiva 25 anos antes. Não foi. A igreja não existia mais. Tinha sido tragada pelas águas do açude construído na região.
Decidiram fazer a celebração das bodas de prata na capela de outro distrito. O estilo lembrava um pouco o antigo templo inundado pelo açude. Foi ali que eles, agora na presença dos filhos, prometeram, de novo, ser fieis “na alegria e na tristeza”.
As bodas de ouro, os filhos decidiram que seria na matriz. A família tinha crescido, agora tinham os netos, bisnetos. Naquele dia, ele só prestou atenção na mulher. Ali na igreja, viu que ela, ao longo dos anos, tinha adquirido rugas. No entanto, para ele, ainda era a mocinha que vira descascando mandioca na noite da farinhada. Foi assim que segurou na mão, colocou pela terceira vez a mesma aliança no dedo esquerdo da mulher e confirmou de novo que seria “por todos os dias de minha vida”.
TAUÁ
Monumento natural na região dos Inhamuns precisa de proteção
A extração de ametistas de forma clandestina no serrote do Quinamuiú (foto), em Tauá, na região dos Inhamuns, preocupa as autoridades do município. Dinamite é usada para a retirada das pedras. Uma reunião na Câmara dos Vereadores para tratar do assunto está marcada para hoje. O Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) foi convidado. O serrote é uma unidade de conservação de proteção integral, reconhecida por lei municipal de abril de 2005.
RERIUTABA
Visita do bispo
O bispo de Sobral, dom Odelir Magri, visita pela primeira vez a cidade de Reriutaba neste domingo, 27. Para ministrar o sacramento da crisma. Logo após, a paróquia de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro vai promover um jantar/adesão de boas vinda ao novo bispo de Diocese.
SOBRAL
Bloco dos Sujos
A abertura oficial do Carnaval de Sobral será amanhã com o desfile do Bloco dos Sujos. A apresentação começa às 17 horas na praça da Coluna da Hora até o boulevard do Arco. A animação fica por conta do Trio Armandinho, Dodô e Osmar de Salvador. O desfile das escolas de samba de Sobral será na segunda-feira de Carnaval, dia 7, na avenida Doutor Guarany.TIANGUÁ
A força da terra
O senhor Raimundo Patrício da Silva, mais conhecido por Raimundo Chico, é daqueles sertanejos que nunca param. Aos 75 anos, ele ainda trabalha na agricultura familiar, plantando feijão, milho e mandioca. A atividade foi herdada do seu pai e repassada aos filhos e netos. Mora no distrito de Caruataí, em Tianguá, Raimundo Chico é casado, pai de quatro filhos e avô de 14 netos.
Tânia Alves
taniaalves@opovo.com.br
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