O Natal era celebrado na rua, a esperar a Missa do Galo, sempre à meia-noite. Era tempo de roupa nova. A praça e as ruas ficavam cheias de gente. Para os olhos de criança, muita, muita gente mesmo. Pessoas que vinham de longe só para esperar a celebração. Dava tempo de comprar um brinquedo, uma boneca de plástico para a menina, uma bola para o filho. O homem que vendia rosca expunha o produto na barraquinha, numa corda que se transformava em decoração. Nessa noite, também aparecia a tábua de pirulito de caramelo, que o menino levava de lá para cá, para ele também ter direito a presente. O moço vendia o K-Suco em garrafas de vidro transparente. O colorido, verde, amarelo e vermelho, chamava atenção das crianças. O jeito era comprar para comer com a palma, outro produto que não podia faltar na noite de Natal.
Antes da meia-noite era um entra-e-sai na igreja. O padre armava na lateral do templo a lapinha com Jesus, Maria e José, Gaspar, Melquior e Baltasar, oferecendo ouro, incenso e mirra. As crianças repetiam o que os três reis carregavam sem nem saber o significado deles. Os animais também apareciam no presépio. O jumento exibindo a marca no lombo onde o menino Jesus mijou, explicava a mãe, a vaquinha com o pelo branco, o carneiro e o bezerro. O presépio era enfeitado com arroz plantado em latas de leite. Ficava tudo verdinho. As rochas feitas de papel amassado e pintado de saco de cimento.
Às vezes, o parque aparecia por ali. Roda gigante, canoa, patinhos, barraquinha de tiro. Um vaivém de gente se formava entre o praça da Matriz e o local dos brinquedos. O algodão-doce feito ali mesmo era um chamariz para as crianças. Vendedor de picolé passava pra lá e pra cá. A mulher sentava-se na calçada de casa só para olhar o movimento. Comparava à entrada de formigueiro antes do inverno. Reparava nas meninas com sapato alto andando com dificuldade em cima do calçamento desnivelado. Nos rapazes, caminhando sempre em grupo.
Faltando 15 minutos para a meia-noite, o parque parava. Era hora da longa celebração de Natal. O padre esmerava-se no sermão. As crianças de tanto andar de lá para cá não conseguiam ouvir nada e caíam no sono ali mesmo no chão frio da igreja. No outro dia, era acordar cedo para brincar no terreiro com presentes da noite de Natal.
QUIXADÁ
Árvore de Natal na praça José Barros
Quem passa pela praça José Barros, a principal do centro de Quixadá, encanta-se com a imensa árvore de Natal. Mais de 50 mil minilâmpadas completam a decoração. Nas principais avenidas, a decoração sempre tem iluminação em forma de estrelas e de Papai Noel. Em toda a cidade, foram investidos cerca de R$ 20 mil na decoração. O Bom Velhinho diverte a criançada com balas e chocolates.CAPISTRANO
Reisado dos Caretas
No próximo dia 4 de janeiro, o Ecomuseu Rural Raimundo Alves da Silva, em Carqueija dos Alves, na cidade de Capistrano, recebe o Reisado de Caretas. O comando da festa é do mestre da cultura Sebastião Chicute. Os organizadores estão pedindo a contribuição do público para custear as despesas do evento e gratificar os caretas.
QUIXERAMOBIM
Chuvas de dezembro
As chuvas de dezembro, apesar de serem consideradas de pré-estação, estão animando os agricultores do Sertão Central. Em Ibaretama, muitos trabalhadores rurais estão preparando as terras à espera da continuação da pluviosidade. Já os pecuaristas mostram-se aliviados, pois, com o pasto verde, já existe a garantia de alimentos para os rebanhos. A maior chuva em Ibaretama este mês registrou 12 milímetros.RERIUTABA
Oitenta anos
Almeidas de Reriutaba preparam-se para a festa dos 80 anos de dona Luiza Almeida. A celebração no dia 15 de janeiro terá missa de ação de graças na Igreja Matriz e recepção no Happy Dancy Clube. A ocasião será também para um encontro dos 11 filhos de dona Luiza: Francisco, Raimundo Advan, José Orlando, Maria Ziolanda, Rita Almeida, Gersivan, Carlos Alberto, Antônia de Maria, Romero César, Silvia Helena e Kleyla Karla.
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EM BAIXA
BR-020, que já está cheia de buracos no trecho entre Fortaleza e Caridade. Imagine quando o período chuvoso chegar de vez.
Tânia Alves
taniaalves@opovo.com.br
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