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Bric-à-brac 07/01/2012 - 15h00

Coragem

Se fosse destacar uma personalidade que marcou o ano de 2011 não teria dúvidas em indicar a juíza Eliane Calmon. A mulher corajosa que ousou enfrentar seus pares togados. Enquanto os ofendidos tentam esmagá-la, a maioria da sociedade fica de pé para aplaudi-la.

Inédito


O pernambucano Waldemir Catanho, o “poste sem luz” da prefeita Luizianne Lins, é graduado em Jornalismo, mas só os que convivem bem próximos a ele sabem desse item de seu reduzido currículo. Ao tomar conhecimento do fato, veterano homem de imprensa saiu-se com essa: “então ele é um jornalista inédito!” A propósito: Catanho, candidato in pectore de Madame Lins à sua sucessão, passou alguns meses como plantonista de O POVO.

 

Nossa história (I)


Pode-se até pensar que A vida quer é coragem, do jornalista Ricardo Batista Amaral, contando a trajetória de Dilma Rousseff é um livro-exaltação à pessoa da primeira presidenta do País. Uma impressão que se dissipa logo depois da leitura das primeiras páginas que nos trazem a Dilma menina que queria ser bailarina, a que perdeu o pai ainda adolescente, a que se engajou na luta contra a ditadura militando nas organizações de esquerda. Conhecer a vida da Presidenta é saber mais sobre a recente História do Brasil quando se acompanha sua trajetória pela clandestinidade, pela prisão e torturas, e na volta à liberdade, retomando as atividades políticas, filiada ao PDT.


Nossa história (II)


Pelas 336 páginas e 32 fotografias conhece-se, ainda, os amores e decepções de Dilma, e muitas de suas surpreendentes reações a fatos como a notícia de que estava com câncer ou de que o presidente Lula a queria como sua sucessora. O autor, Ricardo Batista Amaral, foi repórter político em Brasília por 25 anos, em jornais e revistas, como a Época, da qual foi colunista.Trabalhou, também, como assessor da Casa Civil de novembro de 2009 a março de 2010 e ao longo da campanha eleitoral. No Ceará esteve em 1986, fazendo a cobertura da primeira campanha e eleição de Tasso Jereissati, para um jornal do sudeste. Seu texto é daqueles que são ótimos de ler.

 

Dever de casa (1)


Deveria ser uma espécie de “dever de casa” para os repórteres das editorias de Política, a leitura de No tempo dos coronéis – crônicas e episódios da política cearense escrito pelo jornalista J. Ciro Saraiva. Ele dá um mergulho na cena política do Estado de 1958 a 1986. Desnuda, por exemplo, a famosa União pelo Ceará, que uniu PSD e UDN, e que muita gente pensa ter sido “por amor ao Estado”.
E nem foi. Era por medo do domínio do PTB de Carlos Jereissati.

 

Dever de casa (2)


Dá detalhes, com a propriedade de quem era um dos atores atuantes no palco, sobre o confronto Tasso versus PMDB; sobre as polêmicas nomeações de servidores estaduais pelo então governador Manoel de Castro e explica as razões pelas quais, mesmo tendo sido um dos artífices da campanha vitoriosa, preferiu não compor na equipe administrativa de Tasso Jereissati.

De uma longa conversa com Gonzaga Mota extrai pontos até então desconhecidos e ouve do ex-governador, o desabafo de que foi “ingênuo e algumas vezes injustiçado”.

 

Santa do povo


O povo fez sua santa, de Dellano Rios, conta a história da jovem Francisca Augusta, assassinada aos 16 anos pelo ex-noivo, em 1958, e que se transformou na Mártir Francisca, da cidade caririense de Aurora. O livro, no dizer do professor Gilmar de Carvalho, é “um trabalho que se lê de uma vez só, de tão agradável e tão bem urdido”.

Dellano imbrica códigos, segue seu rumo, se ampara nos autores legitimados e faz um texto que explode de vigor, criatividade e sinceridade”, complementa Gilmar, que prefaciou e recomenda a obra.

 

MIUDEZAS

 

Num gesto mais do que carinhoso, a “frequentadora” Carmem Silvia Araújo (foto), mandou foto fazendo “pose” em frente a uma lojinha denominada Bric-a-Brac, na costa amalfitana, na Itália. Ela estava de férias com o marido, Acúrcio Araújo, e mesmo do outro lado do Atlântico lembrou da coluna. Muito grata.

 

A cidade em seus três momentos do dia mostrada em 21 textos de sete jovens escritores que lançam seus olhares sobre movimentos e nuances dos centros urbanos. Assim é Metrópolis, com os textos de Natércia Pontes, Mariana Marques, Joyce Nunes, Ana Karina, Flávia Lima, Jorge Pieiro e Fernanda Meireles. Será lançado sexta-feira (13), às 18 horas, no Passeio Público.

 

Em Juazeiro do Norte, cidade que segundo um amigo meu “é melhor do que Paris”, se as eleições para Prefeito fossem hoje, voltaria ao trono com folga, o ex-prefeito Raimundo Macedo, popularmente chamado de Raimundão. Foi o que contou à coluna, um pretenso candidato.

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