Umas tais “marchas contra a corrupção” que andam acontecendo em algumas cidades brasileiras, no meu entender, (nem sociológico, nem antropológico) não conseguiram empolgar a opinião pública e dela participam umas pessoas que, se submetidas a um mínimo vasculhar de seu presente ou passado, seriam reprovadas no quesito probidade. Tenho uma expressão muito apropriada para defini-las, mas pouparei vocês de uma frase meio pesada.
Sem serventia (2)
O remédio contra a corrupção não é marcha, não é caminhada. No caso de políticos, bastaria não reelegê-los; quanto a administradores públicos desonestos, usar as leis que já existem (até demais) para puni-los; e com relação aos integrantes do judiciário, incentivar e apoiar o movimento que está se delineando no País, de levantar o véu (melhor dizer, burka) que cobre as ações desse Poder. Em tempo: nas marchas contra a corrupção não se fala nos corruptores. Vai ver, eles estão marchando...
Candidatíssimo
O ex-prefeito de Quixadá, Ilário Marques, foi condenado pela Justiça Federal por improbidade administrativa, no dia 13 passado, tendo que pagar uma multa no montante de R$ 12 mil. O Ministério Público Federal fundamentou a ação na fiscalização realizada pelo INSS, que constatou a ausência de elaboração e envio das Guias de Recolhimento do FGTS e de informações à Previdência Social, ou seja, descumprimento das obrigações tributárias. Ilário contestou argumentando que havia ato da municipalidade delegando as atribuições de preenchimento e envio das Guias a um ex-secretário de sua equipe. No entanto, não apresentou o documento. A propósito: Ilário Marques é o nome do PT para concorrer a mais um mandato de prefeito de Quixadá, em 2012.
Como tartaruga
Chega à coluna informação de que a Coordenadoria de Atividades Técnicas do Corpo de Bombeiros não obedece o prazo de 15 dias úteis, nem a ordem cronológica de entrada dos projetos de segurança contra incêndio e pânico, estabelecido na Norma Técnica 001/2008, para dar parecer nos documentos. E quando solicitada a presença do analista para explicar o motivo de tanta demora, a recepcionista tem a mesma resposta: “ele está muito ocupado” ou “em serviço fora da corporação”. A queixa é geral por parte dos projetistas. O setor já teve dias melhores, complementam os queixosos que pedem ao comandante do CB que dê uma olhada para ver se descobre o mistério.
Antigo sonho
Quando presidente da República, Juscelino Kubitschek sobrevoou a área, ouviu lideranças políticas daquela época falando da necessidade de executar uma barragem no local, mas só agora, mais de 50 depois, será realizada. Trata-se da barragem de fronteira na divisa do Ceará com o Piauí – parece um canyon - obra que está incluída no PAC II, como nos conta o senador José Pimentel. Quando concluída, evitará as enchentes que causam prejuízos materiais e humanos ao vizinho Estado, principalmente em Teresina, e a municípios cearenses, entre eles Poranga, Ipaporanga e outros da região dos Inhamuns.
Pioneira
A cantora e atriz Rogéria (foto), uma das primeiras transgêneros aceitas pela mídia e pelo público brasileiros, será homenageada quinta-feira (3), no 5º For Rainbow - Festival de Cinema e Cultura da Diversidade Sexual. Rogéria, que nasceu Astolfo Barroso Pinto, tem 68 anos, receberá a homenagem na boate Unique, durante a entrega dos prêmios aos vencedores do festival. Ela fará um show bem intimista e quem quiser assistir, basta levar 2 kg de alimento não perecível (sal não vale, viu?) que serão doados ao Hospital São José.
MIUDEZAS
Até no início do primeiro Governo Lula, o Dieese mensalmente anunciava índices de emprego/desemprego e também, qual deveria ser o valor do salário mínimo para atender as necessidades básicas do trabalhador. Anda tão sumido.
A 13ª Casa Cor trará dia 4 /11 o designer Marcelo Rosebaum, dentro do projeto Casa Cor Stars, para troca de experiências com profissionais daqui. Será às 18 horas no auditório do Palácio da Abolição. Às 20h30min ele autografará seu livro Entre sem bater, no ambiente Revistaria, da Casa Cor.
“Mulher Brasileira Procura, nos deixa diante de uma mulher pronta para envelhecer eternamente jovem, com o coração volta e meia batendo descompassado de amor”. É assim que Sandra Helena Souza, professora de Filosofia e Ética, vê o livro de Cláudia Carvalho e recomenda como boa leitura.
Essa Febre que Não Passa, espetáculo do Coletivo Angu de Teatro, de Pernambuco, estará no palco do Theatro José de Alencar nos dias 5 e 6 de novembro, às 19 e 21h. No elenco Ceronha Pontes, Hermila Guedes, Hilda Torres, Márcia Cruz, Mayra Waquim e Nínive Caldas.
Inês Aparecida
inesaparecida@opovo.com.br
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