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Bric-à-brac 08/10/2011 - 15h00

Silêncio e omissão (1)

DIVULGAÇÃO
O gaitista Peter 'Madcat' Ruth toca hoje em Canoa Quebrada


Fosse a Assembleia Legislativa do Ceará menos subserviente o assunto segurança pública estaria sendo tema dos pronunciamentos e preocupações dos nobilíssimos parlamentares. Mas como o tema deve estar no index proibiturium do Governo do Estado, nossos deputados nem ousam levantar questionamentos. Quando muito, duas ou três vozes isoladas tratam a questão de forma superficial e populista. O cearense, pelo que se vê, deve ter se acostumado a viver num clima de guerrilha urbana e, quem sabe, ache que de nada adianta reclamar e ser mais um a “pedir justiça” nos programas policiais.


Silêncio e omissão (2)

O Secretário de Segurança certamente está vendo o quadro à sua frente e o quanto é impotente para mudá-lo diante da falta de infraestrutura que dispõe, notadamente no item recursos humanos bem treinados. Inaugurar delegacias visualmente bonitinhas não é o bastante. Assim como não são suficientes camionetes cheias de tecnologia do Ronda do Quarteirão, que pegam os peixes miúdos numa cidade com muitos tubarões da delinquência. O quadro da insegurança, para ser mudado, precisa de ação. Não venham com fóruns, seminários, movimentos, colóquios e similares. E antes de colocar ponto final, um lembrete aos policiais: ninguém merece peia, muito menos professor, viu?

Água na boca

Agora um assunto gostoso: novidades no cardápio do almoço executivo do Misaki, restaurante do Grupo Geppos. De entrada tem o Keki de Sirigado com camarões; Gunkan de anchova negra e shimeji, com azeite trufado e sashimi de salmão com castanha e molho de mel de caju com shoyo. No menu de pratos contemporâneos aparece Lagosta Umai ( filé de lagosta ao molho beurre blanc), o Toro Misaki, porção macia do atum ao molho de manteiga de wasabi, servido com nirá e mifum e o Sirigado tailandês, com frutos do mar. Não se preocupe se não souber dizer esses nomes direitinho. Você lê no cardápio e pede.

Bobagem (a)

Muito já se falou sobre a peça publicitária na qual Gisele Bündchen sugere como dar más notícias ao marido (usando a sensualidade feminina), mas vou meter meu bedelho também. À primeira vista, é ridícula, por usar um tema ultrapassado para muitas mulheres, para vender lingerie. Olhando-se mais devagar, pode ser cômica, de tão boba. E é até ingênua e não ofensiva, se comparada a outras situações postas na mídia com relação às mulheres. O que a Gisele diz e faz não é mais ofensivo do que comerciais de cervejas, sandálias, hidratantes e até tintura de cabelo que exploram os atributos de mulheres “gostosas” para vender os produtos.

Bobagem (b)

Mais ofensivo contra as mulheres é ver uma delas, na novela das 21 horas, da Globo, sofrer violência verbal e física de um marido recalcado, mas que ao primeiro chamado para uma “transa”, corre para a cama sem reclamar. Marido, aliás, que estende a grosseria para uma filha adolescente rebelde. É mais pernicioso o comercial “retrô” da Gisele ou o comportamento das personagens de novelas, seriados e filmes que têm como objetivo primordial da vida, “arranjar” um homem? Acho que os ministros do governo de dona Dilma estão com pouco trabalho a fazer para gastar suas energias e tempo na discussão sobre censurar ou não a propaganda. E para fechar, uma frase bem “machista”: vão arranjar uma trouxa de roupa prá lavar!

Dos nossos

Com diploma e tudo mais, o jornalista Plínio Bortolotti se torna, oficialmente amanhã, um Cidadão Cearense. A entrega do título será no plenário 13 de Maio, na Assembleia Legislativa, às 19 horas. Afora um leve sotaque paulista que insiste em aparecer, Plínio é mais cearense do que muitos que nasceram aqui. Se não cuidar, acaba ficando com a cabeça meio chata. A proposta de conceder a cidadania a Bortolotti foi do então deputado Adahil Barreto e aprovada por unanimidade pelos parlamentares.

 

MIUDEZAS

 

A empresa de telefonia Vivo lança o concurso Wayra, que vai investir em torno de R$ 5 milhões para estimular inovação tecnológica, empreendedorismo com o objetivo de reter talentos no Brasil. As inscrições para a primeira convocatória seguem até dia 23 no site www.wayra.org.
Trinta finalistas serão anunciados na primeira quinzena de novembro.


Edições Demócrito Rocha presente na 13ª Casa Cor. Às sextas-feiras, com Bate-papo na Livraria da Casa,às 19 horas, com participação de William Lial, Inês Cardoso e Ruth de Paula, e aos sábados e domingos, às 17 horas, para a criançada, oficinas de arte com a Companhia Bilu Bila.


Lendo reportagens no O POVO sobre áreas invadidas em Fortaleza, lembrei da época em que era fato corriqueiro a Prefeitura fechar os olhos para invasões de terrenos nobres, pelos “amigos do rei”. Construíam belas casas, condomìnios luxuosos e ficava por isso mesmo. Sei de alguns exemplos mas... cala-te boca!


Fica encerrado hoje em Canoa Quebrada (dá tempo de ir) a quarta edição do Canoa Blues. No palco do festival se apresentaram os norte-americanos Peter ‘Madcat’ Ruth e Tia Carroll, os brasileiros Gustavo Cocentino e a Prado Blues Band.


Frequentador da Bric-a-brac manda dizer que foi assistir espetáculo no Theatro José de Alencar e se deparou com banheiro sujíssimo (mau cheio horrível) e sem itens básicos, como papel. Lamenta também, a situação do entorno do TJA, com ocupação desordenada, sujeira e servindo de morada para os sem-teto.


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