Muito lentamente a zona do euro vai dando passos para equilibrar suas finanças. Mas o risco de colapso vem aumentando dia a dia. Não é à toa que o presidente francês, Nicolas Sarkozy alerta: “Se não chegarmos a um acordo, não haverá uma segunda chance.”
Não está fácil, mas se chegou pelo menos a um caminho que será trilhado pelos países da zona do euro. A exceção é a Grã-Bretanha. Eles sinalizaram apoio ao pacto fiscal na reunião de líderes em Bruxelas para prevenir novas crises como a que atinge atualmente a região.
A intenção é alterar tratados da União Europeia. Os países seriam obrigados a colocar em suas constituições um limite para o déficit público (despesas dos governos maiores que receitas as receitas) de no máximo 3% do Produto Interno Bruto (PIB). Quem ultrapassar a meta será punido com a fiscalização das contas, perda de acesso a fundos de infraestrutura e multas.
O problema é que mudanças em tratados da UE exigem muita negociação, uma vez que necessitam de aprovação de todos os membros. Dependendo do que for alterado (por exemplo a transferência de poder dos países para a UE), serão necessários referendos populares em algumas nações.
No entanto, as ondas chegam no lado de cá e respingam na economia brasileira. E a saída foi calibrar alguns indicadores elevando de 5,8% para 6,4% a sua previsão para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deste ano, ao mesmo tempo em que reduziu a sua estimativa para 2012 de 4,8% para 4,7%. Pelo sistema de metas de inflação, que vigora no Brasil, o BC tem de ajustar juros para atingir as metas pré-estabelecidas.
As medidas adotadas pelo Governo Federal chegaram em boa hora, pois a quantidade de consumidores que buscou crédito no País em novembro registrou queda de 1,7% em relação a outubro. Na comparação com novembro de 2010, a demanda do consumidor por crédito recuou ainda mais, 7,4%, sendo a primeira vez desde setembro de 2009 que o indicador não registrava decréscimo. Todo o cuidado é pouco!
RECURSOS MARÍTIMOS
OI SUSTENTÁVEL
Pelo quarto ano consecutivo, a Oi foi confirmada na carteira do Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) da BM&F Bovespa, composta por ações de empresas com reconhecido comprometimento com a sustentabilidade empresarial. As companhias que integram o ISE são selecionadas entre as 200 ações mais líquidas da Bolsa e apresentam os melhores indicadores nas dimensões: Geral, Natureza do Produto, Governança Corporativa, Econômico-Financeira, Social, Ambiental e Mudanças Climáticas. A nova carteira do ISE, que terá vigência de 2 de janeiro a 31 de dezembro de 2012, reúne 51 ações de 38 companhias. Essas empresas representam 18 setores e somam R$ 961 bilhões em valor de mercado, o equivalente a 43,72% do valor de mercado total das companhias com ações negociadas na BM&F Bovespa.
OLHO NO OLHO
Thiago Colares, 32, é advogado com especialização em Direito Tributário mas nunca se sentiu a vontade no mundo jurídico. Na adolescência morou no exterior e essa experiência o fez sentir-se ainda mais enraizado no Ceará, terra que ama mas que sabe apontar muito bem todas as mazelas que tem. Durante 2 anos escreveu coluna semanal sobre cotidiano no jornal O Estado, porém cansou-se do cotidiano de escrita. Há alguns anos administra o bar e restaurante Arre Égua.
Sou: Apaixonado pelo Ceará.
Trabalho: Quanto mais eu trabalho, mais percebo que preciso trabalhar mais. A melhor meta é a
próxima.
Queria ter sido: Sociólogo.
Nunca teria sido: Funcionário público
Conselho que mudou minha vida:” Procure ser melhor pelo menos 0,1% a cada dia, ao final de um ano isso vai dar um monte de coisa.”
Tenho um sonho: Criar ações sociais voltadas para a profissionalização, cultura e empreendedorismo.
Acredito: Cada acontecimento de nossas vidas é uma oportunidade de crescimento.
Em um momento tenso: Vou ver o mar.
Negócio do futuro: Qualquer negócio voltado para saúde e bem estar.
No meu escritório tem: Da família.
Não perdoo em uma negociação: A falta de transparência.
em destaque
SOBE
O IGP-M,
usado como referência na maioria dos contratos de aluguel, No acumulado dos últimos 12 meses, e no ano, a variação é de 5,26%.
DESCE
O EMPREGO
industrial recuou 0,4% em outubro ante setembro, na série histórica livre de influências sazonais.Estarei de férias
até 2 janeiro, quando retomo minhas atividades de editora e colunista no O POVO. Por isso, nos poróximos três domingos a coluna Bolsa S/A não será publicada. Desejo antecipadamente a todos um feliz Natal e um Ano Novo de paz.
Lisiane Mossmann
lisiane@opovo.com.br
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