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bolsa s/a 03/12/2011 - 14h00

Em busca do capital de longo prazo

"A chanceler alemã, Angela Merkel, afirmou que os países europeus estão a ponto de criar uma %u201Cunião fiscal%u201D com uma supervisão rigorosa para enfrentar a crise."


As medidas adotadas pelo Governo Federal e anunciadas na quinta-feira não tem pretensão tão somente de aquecer a economia neste fim de ano.

 

Depois de dois anos de taxação dos investimentos estrangeiros em ações, foi decidido dar um alívio para a bolsa brasileira. No pacote, a redução de 2% para zero do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) incidente nas aplicações de estrangeiros em renda variável. O mercado de títulos privados (debêntures) de longo prazo também foi beneficiado com a redução de 6% para zero do IOF.


Para quem não lembra, em outubro de 2009, o Governo tomou as primeiras medidas para limitar a entrada de dólares, aumentando o IOF sobre investimento estrangeiro em ações e em títulos de renda fixa negociados no País. O IOF para aplicações em renda fixa e variável passou a ser taxado com 2%. Em 2010, o Governo fez uma taxa adicional do IOF para renda fixa (primeiro para 4% e depois para 6%), mas deixou de fora do novo aumento o mercado acionário

 

Por trás das duas medidas, está a necessidade de trazer para o País capital de longo prazo para estimular novos investimentos. A decisão ocorre num momento em que o Brasil já começou a sentir a retração do financiamento externo por conta do prolongamento da crise internacional.

 

A trava tributária aos investimentos externos tinha sido colocada pelo Governo para frear o fluxo de capital externo especulativo que fez derreter o dólar frente ao real nos últimos anos. Agora com o dólar mais alto e as perspectivas ruins para a economia global em 2012, a equipe econômica voltou atrás.

 

A taxação do mercado acionário foi feita quando o Governo detectou a possibilidade de especulação. Hoje, o cenário mudou e a isenção do IOF vai ajudar a financiar as empresas com custo mais barato do que outros instrumentos de crédito, como empréstimos.


RELATÓRIO DA FAO

O DESAFIO DE ALIMENTAR O PLANETA

A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) lançou seu relatório sobre o estado das áreas agricultáveis no planeta e concluiu que um quarto está altamente degradado. Segundo a FAO, essas áreas precisam ser recuperadas urgentemente ou corremos o risco de não conseguir atender a demanda por alimentos num futuro próximo.


Também segundo a FAO, o mundo terá de ampliar sua produção de alimentos em 70% até 2050, o que significa 1 bilhão de toneladas a mais de trigo, arroz e outros cereais e mais 200 milhões de toneladas de carne. O problema é que a quase totalidade das terras propícias para a agricultura no planeta já está em uso e, o pior, boa parte dela em processo de degradação.


A FAO avaliou também o estado dos recursos hídricos e da biodiversidade. Segundo a agência da ONU, 25% de toda a área agricultável do planeta está “altamente degradada”, apresentando erosão de solo, degradação dos recursos hídricos e perda de biodiversidade. Outros 8% estão moderadamente degradados, 36% das áreas se apresentam estáveis e apenas 10% foram consideradas em situação de boa e melhorando.


Será necessário um processo de forte intensificação sustentável do uso do solo nos próximos anos. Um processo que deve ser puxado por novas técnicas produtivas mais amigáveis ao meio ambiente.


OLHONOOLHO

Philippe Godefroit, 50, concluiu os estudos de hotelaria na França, seu país de origem, e depois viajou por 15 anos pelos países do Oriente Médio e da África. Em 1995, chegou ao Brasil, onde teve a oportunidade de trabalhar e morar em grandes capitais, como São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador e São Luís. Está em Fortaleza há um ano e meio, onde reside com a esposa paulista, Ellen Martinez, e gerencia o Hotel Gran Marquise.

Sou - Francês de nascimento e brasileiro de coração. Adoro a qualidade de vida que o Ceará oferece.

 

Queria ter sido - Artista plástico.

 

Nunca teria sido - Médico-cirurgião.

 

Conselho - Trabalhar com paixão e acreditar em seu potencial.


Tenho um sonho - Ver uma sociedade mais humana e justa.

 

Em um momento tenso - Respiro fundo.

 

Negócio do futuro - Turismo e  hotelaria.

 

No meu escritório tem - Portas abertas e disposição para ouvir.

 

Não perdoo em uma negociação - Falta de ética.

 

SOBE VOOS

Governo Federal divulgou série de medidas para preparar os aeroportos para evitar problemas como excesso de filas e atrasos nos voos no fim de ano.


DESCE COMÉRCIO

O superavit (diferença entre exportações e importações) do mês passado foi de US$ 583 milhões, o menor valor desde janeiro deste ano.

 

EM DESTAQUE

 

CONTOS

Acaba de ser lançado um livro de 10 contos escritos por escritores famosos que tratam de variações em torno do tema da piora da qualidade de vida no planeta. O livro “I’m With the Bears: Short Stories from a Damaged Planet” foi editado por Mark Martin e tem entre os autores Nathaniel Rich, Margaret Atwood, Paolo Bacigalupi, T.C. Boyle, Toby Litt, Lydia Millet, e David Mitchell. A editora é a Verso e ainda não há versão em português.

 

Lisiane Mossmann lisiane@opovo.com.br
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