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bolsa s/a 19/11/2011 - 17h00

Aposta certeira

A crise mal começou na Europa. Outros países também são afetados como a Espanha. Em pleno agravamento das atividades econômicas e políticas nos países desenvolvidos, os emergentes vão se destacando. Mesmo que acompanhe reflexos cada vez mais próximos no cenário doméstico, a política econômica brasileira ganhou um voto de confiança influente no mercado internacional nesta semana. A agência Standard & Poor’s, que classifica governos e empresas conforme a solidez de suas contas, informou que elevou a nota do Brasil devido, principalmente, ao ajuste fiscal promovido pela administração Dilma Rousseff. Tudo poucas horas depois do anúncio do Banco Central de que a produção e a renda do País encolheram no terceiro trimestre deste ano, pela primeira vez desde 2009.

 

O Brasil tem condições de atenuar o impacto da derrocada econômica internacional e manter sua capacidade de pagamento. Assim é que o mercado vê o País, aguardando, além das medidas já tomadas pelo Governo, que as políticas monetária e fiscal permaneçam cautelosas e combinadas com o resiliente crescimento econômico.


Na escala da agência internacional, trata-se de dizer aos credores que emprestar dinheiro ao Brasil está a poucos passos de se tornar um investimento de boa qualidade, carimbado com a letra “A”, pois passamos de BBB- para BBB. Essa foi a primeira promoção desde que, há três anos, aplicar em títulos da dívida do Brasil deixou de ser considerado especulação e passou a ser tratado como investimento pelas principais agências de classificação de risco.


Em 2009, a crise derrubou a arrecadação e fez o governo gastar para estimular o consumo e o investimento. De acordo com as contas do BC, a atividade econômica diminuiu 0,32% entre julho e setembro, na comparação com os três meses anteriores. A instituição, que no início do ano buscava conter o excesso de consumo e a inflação, agora corre para evitar uma recessão. Não está no horizonte, porém, uma deterioração das contas públicas comparável à dos EUA e de países europeus, onde a necessidade de reerguer a economia provocou uma disparada do endividamento. O ex-presidente do Banco Central Carlos Langoni chegou a afirmar que a elevação da nota do Brasil num momento em que as notas dos EUA e de países europeus estão sendo rebaixadas reforça a diferença entre desenvolvidos e emergentes.

 

OUTRO LADO DA MOEDA

 

SUSTENTABILIDADE E RECICLAGEM

Enquanto isso a crise toma contado mercado, algumas empresas ainda apostam numa economia mais sustentável. A rede de hotéis Hilton anunciou que investirá US$ 1,3 milhão no Global Soap Project, projeto que dá uma segunda vida a milhões de restos de sabonetes jogados fora diariamente. Estima-se que somente os hotéis na América do Norte descartam 2,6 milhões de barras de sabonete parcialmente utilizadas. A rede Hilton vai doar todas as suas barras ao projeto de reciclagem de sabonete com sede em Atlanta, nos Estados Unidos. O projeto começou dois anos atrás no porão de Derrek Kayongo, que fundou a ONG junto com sua esposa Sarah. Os dois iniciaram a empreitada para reprocessar as barras descartadas e produzir novos sabonetes que são enviados a campos de refugiados ou países extremamente pobres, como Haiti, Sudão, Uganda etc. Nesses dois anos, o Global Soap Project enviou mais de 25 toneladas de sabonete a 20 países. O impacto dessa iniciativa é enorme, pois somente no caso do Haiti, uma das principais razões para a dificuldade em controlar a epidemia de cólera no país é falta de recursos da população para comprar sabonete ou sabões.

OLHO NO OLHO


Henrique Borenstein, 75 anos, é economista e presidente da Helbor Empreendimentos S.A., uma incorporadora imobiliária com sede em Mogi das Cruzes (SP) e com atuação em 30 cidades do País, incluindo Fortaleza. Em 2009, a empresa lançou seu primeiro empreendimento no Ceará, em parceria com a Caltech Engenharia. Neste ano, o lançamento do Helbor Condomínio Parque Clube Fortaleza, também em parceria com a empresa cearense, foi outro grande sucesso, comemorado em grande estilo num show que contou com a presença da cantora Cláudia Leitte.

 

Sou – Um homem de hábitos simples, que busca sempre ser justo.


Trabalho – Sinônimo de dignidade.


Queria ter sido – Agradeço a Deus por tudo o me proporcionou. Não poderia querer ser mais nada.


Um sonho – Ver o Brasil atingir o mais alto patamar em qualidade de vida.


Acredito – Que somos uma engrenagem no mundo.


Em tempo tenso – Busco a serenidade para não agir por impulso.


No meu escritório tem – Porta aberta, uma mesa, quatro cadeiras, uma calculadora, um telefone, pastas com relatórios e documentos, e gente entrando e saindo o tempo todo.

 

 

SOBE


CATADOR

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara aprovou um projeto de lei do Senado que regulamenta a profissão de catador de materiais recicláveis e de reciclador de papel.

DESCE


META

O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, admitiu que a criação de empregos com carteira assinada em 2011 deve ficar abaixo da meta inicial de três milhões de vagas anunciada no início do ano.

 

EM DESTAQUE


RECURSO

Liberados mais R$ 12,15 bilhões em gastos no orçamento deste ano. Trata-se da primeira liberação grande após um bloqueio extra de R$ 10 bilhões, anunciado em agosto

 

 

Câmbio

"O câmbio foi o principal responsável pela desaceleração da inflação medida pelo IGP-10, que passou de 0,64% em outubro para 0,44% em novembro".

Lisiane Mossmann lisiane@opovo.com.br
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