Quem afirmava que a redução dos juros por parte do Banco Central era um tiro no pé porque teria o perigo da inflação aumentar, errou. E errou feio. As primeiras prévias de indicadores importantes do índice inflacionário brasileiro já registram a desaceleração inflacionária no Brasil neste fim de ano. O índice usado como usado como referência na maioria dos contratos de aluguel no País, o chamado Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), variou 0,50% na segunda prévia do mês de outubro, ante alta de 0,52% no mesmo período de setembro.
Já Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) perdeu ritmo e subiu 0,42% em outubro, desacelerando ante alta de 0,53% em setembro. Ele foi criado em 2000, para mostrar a variação dos preços no mercado varejista, verificando, assim, o aumento do custo de vida da população. É uma uma prévia do indicador oficial da inflação no País, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Talvez então seja hora de mudar o discurso quando se critica a gradual redução de juros do Comitê Político Monetário (Copom).
Não é eleitoreira e nem partidária. Faz parte de uma visão de perspectivas de crescimento para 2012 e de barreira contra a crise econômica que assola a Europa. A taxa de juros referencial para os bancos fixarem o custo de empréstimos no país foi reduzida em meio ponto percentual, para 11,5% ao ano nesta semana que passou. O primordial agora é estimular a expansão do PIB (soma de bens e riquezas produzidas no Brasil), já que o país tende a sofrer diante do agravamento da crise financeira internacional. Mas qual o parâmetro utilizado pelo BC? Foi o SAMBA (assim, com maiúsculas como está escrito na resolução do Copom). Modelo de cálculo utilizado sob certas hipóteses para quantificar os impactos da deterioração do cenário internacional sobre a economia brasileira. A intenção do Governo Federal pretende trazer a inflação de volta para o limite oficial, de 4,5%, com margem de variação de até 6,5%. Mas nos 12 meses encerrados em setembro, o índice estava em 7,31%, bem acima desse patamar. Agora, espera-se que o afrouxamento nos juros dure o tempo necessário para evitar que a economia cresça em 2012 menos do que neste ano, quando deve ter expansão de 3,5%. Assessores da presidente Dilma acham que o ideal seria fechar o próximo ano com uma taxa de juros de um dígito, com um crescimento da economia perto de 4%. Na avaliação do Governo, o crescimento deste ano já está praticamente definido. Todo o trabalho da equipe econômica a partir deste fim de ano será voltado para garantir o crescimento do PIB no ano que vem.
PROTOCOLO
PROGRESSOS DESDE KYOTO
O relatório “Tendência de longo prazo nas emissões globais de CO²” indica que desde que o Protocolo de Kyoto foi assinado, os países industrializados fizeram alguns progressos: reduziram a dependência do carvão (de 25% para 20% do total da produção energética) e do petróleo (de 38% para 36,5%), mudaram para o gás natural (com um aumento de 23% para 27%), aumentaram a produção de energia nuclear (de 8% para 9%) e de energias renováveis (de 6,5% para 8%). Alguns países industrializados reduziram ainda seu consumo energético por meio de tecnologias mais eficientes, como no isolamento de edifícios ou no uso de combustíveis.Essa poupança energética, entre 1990 e 2010, aconteceu principalmente nos países de União Europeia e Rússia, que reduziram suas emissões em 7% e 28%, respectivamente. Já os EUA aumentaram suas emissões em 5% e o Japão se manteve estável.
Mas as emissões de dióxido de carbono (CO²) aumentaram 45% entre 1990 e 2010 e alcançaram pela primeira vez o recorde de 33 milhões de toneladas em 2010. Estudo conjunto da Comissão Europeia e da Agência Ambiental Holandesa mostra que os esforços de países que assinaram Kyoto para aumentar sua eficiência energética não têm sido suficientes para compensar a ampliação da demanda por transporte e energia nos países em desenvolvimento.
No Brasil, há também um aumento de emissões por conta da demanda energética e de transportes, embora o País tenha conseguido reduzir suas emissões por desmatamento. A taxa de emissão por brasileiro ainda é bem mais baixa do que os países desenvolvidos e da China: 2,2 t /CO² por ano.
OLHO NO OLHO
Roberto Sérgio Oliveira Ferreira é engenheiro mecânico, formado pela Universidade Federal do Ceará (UFC). Há 20 anos integra a diretoria do Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon-CE), inicialmente como diretor, passando por vice-presidente e assumindo a presidência em 2008, sendo o 16° dirigente da entidade de classe, que foi fundada em 1942. Roberto Sérgio exerce também o cargo de conselheiro fiscal da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), além de vice-presidência da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec).
Sou - Obstinado
Trabalho - É a única fonte de sucessoQueria ter sido - Quem sou
Nunca teria sido - Um omissoO conselho que mudou minha vida - Nunca queira ter razão, queira ser feliz
Tenho o sonho de - Que todos sejam cordiaisAcredito - Nos homens de boa vontade
Em um momento tenso - RezeO negócio do futuro - Construção sustentável
No meu escritório tem - Boa vontadeNão perdoo em uma negociação - A falta de lealdade
Adoro no meu trabalho - O clima de cordialidadeUm livro - O príncipe
Um filme - Uma lição de amor
SOBE
A SERASA EXPERIAN
detectou uma queda na taxa de devolução de cheques entre os meses de agosto e setembro deste ano (de 1,88% para 1,82% do total de cheques devolvidos sobre o total de compensados).
DESCE
COM A CRISE NA EUROPA, a procura por seguro de crédito por empresas brasileiras teve forte aumento, segundo o diretor comercial da seguradora CesceBrasil, Daniel Nobre Martins Pinheiro. Essa apólice protege as companhias da inadimplência.
EM DESTAQUE
O BRASIL
perdeu seis posições em um ranking sobre a facilidade de se fazer negócios em 183 países, divulgado anualmente pelo Banco Mundial, no relatório Doing Business 2012.
Lisiane Mossmann
lisiane@opovo.com.br
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