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bolsa s/a 15/10/2011 - 18h00

A ordem é acelerar

O dito pelo não dito. A meta do Brasil agora é elevar a atividade econômica interna. Para tirar o pé do freio e colocar no acelerador. Mesmo que o Governo Federal dê ar de tranquilidade, afirmando que o Brasil acelera quando for necessário. O País é o protagonista da mais forte desaceleração entre 35 países analisados pela

 

Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) nos últimos 12 meses. Nos cálculos nacionais, a desaceleração foi maior que a previsto. O resultado do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-BR), indicador que funciona como um termômetro mensal da economia, em agosto, recuou 0,53% em agosto em relação a julho. Levando em conta também o resultado de julho, a média acumulada nos dois meses é negativa em 0,19%.


Essa desaceleração já havia sido traçada pelo Comitê de Política Monetária (Copom), que reduziu a taxa de juros. No resultado acumulado em 12 meses, a economia está crescendo 4% - nível considerado pelo BC abaixo da capacidade de o País crescer sem pressionar a inflação.


Na rota, está a não resolvida crise europeia que pressiona ainda mais os países a tomarem precauções domésticas para evitar um rolo compressor nas atividades econômicas neste fim de ano. Mas lá na Europa, onde participa das reuniões para evitar o destare econômico europeu, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que nem mesmo o cenário internacional adverso perturba o objetivo de voltar a crescer ao ritmo de 5% a partir de 2012, embora o governo não veja a necessidade de ir além de “alguns ajustes” para atingir o objetivo.


Ajustes esses que já começaram. A bola da vez na semana que passou foi o anúncio que a Receita Federal vai soltar o maior lote de restituições da história a partir de amanhã. O quinto lote do IR tem R$ 2,44 bilhões em restituições. Praticamente todas as restituições do Imposto de Renda Pessoa Física 2011 dos contribuintes que enviaram o documento dentro do prazo foram liberadas


É dinheiro na mão do brasileiro para fazer a roda da economia girar nestes últimos três meses do ano. Antes, assistimos a queda dos juros, aumento do IPI de carros importados e a preferência na compra governamental do produtos têxteis e calçados nacionais mesmo sendo até 8% mais caros que os importados, além da da desoneração de impostos para empresas que produzem equipamentos de defesa.


BUSCANDO ALTERNATIVAS


Bolsas de Valores dos países emergentes, conhecidos como BRICs, anunciaram uma inédita aliança para a negociação conjunta de ativos. Participam do acordo a Bolsa de Hong Kong (região administrativa da China), a brasileira BM&FBovespa, a Bolsa da Índia, a de Mumbai, a de Johannesburgo e as duas da Rússia, que atualmente encontram-se em processo de fusão. A de Xangai não está incluída.


Na primeira fase da parceria, no primeiro semestre de 2012, serão oferecidos contratos futuros dos seus principais índices de papeis e opções sobre tais contratos - os chamados derivativos. Por exemplo, instrumentos que têm como base o Ibovespa, mais importante índice brasileiro, que atualmente reúne 68 ações de 63 empresas, estarão disponíveis para compra e venda nas demais Bolsas. As transações acontecerão em moeda local, no horário do expediente regular de cada mercado.


Depois, em prazo ainda não determinado, surgirão outros produtos. No futuro, as ações das empresas dos respectivos países também podem ser listadas nas Bolsas dos demais membros do arranjo. Não haverá, entretanto, nenhuma fusão administrativa das operações das Bolsas.


O objetivo do tratado, segundo esses mercados, é ampliar o acesso dos investidores globais aos papeis dos emergentes, cujas economias têm chamado a atenção pelos recentes avanços e pela maior resistência à atual crise. “Cria-se, dessa maneira, uma nova classe de ativos internacionais, a dos BRICs”, disse Edemir Pinto, diretor presidente da BM&FBovespa.


OLHO NO OLHO


Edna Mello é designer gráfica formada pela Faculdade de Belas Artes de São Paulo, com Pós Graduação em Gerência Executiva de Marketing pela Universidade Federal do Ceará. Paulista de nascimento, escolheu Fortaleza para viver, onde há mais de 12 anos atua na área de moda, marketing e design. É gerente do departamento de marketing da Kokid Jeans há mais de cinco anos.

 

Sou – Uma pessoa que adora desafios e aprender coisas novas sempre.

Profissão escolhida – Designer de formação, marqueteira por paixão.

Queria ter sido - Arquiteta

Nunca teria sido – Advogada

Conselho que mudou minha vida – “ ... acho que a vida é um processo... É como subir uma montanha.

Mesmo que no fim não se esteja tão forte fisicamente, a paisagem visualizada é melhor.” (Lya Luft)

Tenho um sonho – Viajar pelo mundo e conhecer as pessoas, a cultura e a arte.

Acredito – No trabalho

Em tempo tenso – Faço yoga

Negócio do futuro – Sustentabilidade

No meu escritório tem – Luz, cores e ideias

Adoro no meu trabalho – A possibilidade de criar soluções

Um livro - Conversando com Deus (Neale Donald Walsch)

Um filme – Asas do Desejo (Wim Wenders) - 1987

 

SOBE O GRUPO

Pão de Açúcar vai contratar neste ano 10 mil colaboradores temporários para atender a demanda das vendas de final de ano em todas as bandeiras da companhia. Esse número supera as seis mil vagas temporárias abertas em 2010.


DESCE

 

ÍNDICE

de preços para 3ª idade desacelera no terceiro trimestre. A inflação para a terceira idade registrou alta de 0,91%, após subir 1,3% no segundo trimestre, segundo a Fundação Getulio Vargas.

 

EM DESTAQUE


CIENTISTAS
de 14 instituições de pesquisa europeias e sul-americanas - incluindo o Brasil, a Bolívia, a Colômbia e o Peru - vão tentar prever o que poderá ocorrer com a Amazônia. Mais informações no www.eu-amazalert.org.

Lisiane Mossmann lisiane@opovo.com.br
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