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Bolsa S/a 24/09/2011 - 17h00

Desconforto brasileiro aumenta

O governo brasileiro está incomodado com a volatilidade do dólar, principalmente por causa do efeito sobre a inflação. Numa semana em que bateu recorde, a moeda-nortea-americana chegou a oscilar em R$ 1,96 e fechar a R$ 1,89 na quinta-feira. Na sexta, um refresco, ficou em R$ 1,83.

 

Somente em setembro, até o dia 23, a moeda acumulava valorização de 20%. Especialistas calculam que para cada 10% de queda do real, o índice oficial de inflação do País (IPCA) fica 1,2 ponto percentual mais alto em um prazo de até cinco meses. Outros estimam um impacto menor: 0,4 ponto percentual. Mas a verdade é que há um impacto na economia. E o BC, segundo fontes de mercado, trabalharia com 0,3 ponto. Divergências de cálculo à parte, o fato é que o IPCA já está acima do teto da meta (7,23%) nos últimos 12 meses, ante o máximo estipulado de 6,5%.


Nos últimos dias, a tensão aumentou. Na Europa, ainda não apareceu uma solução para a crise de dívida que atinge vários países - neste momento, o foco está na Grécia. A incerteza leva os investidores a temer a repetição do mesmo cenário do segundo semestre de 2008. O calote dessas nações provocaria perdas trilionárias aos bancos que, por sua vez, travariam o mercado de crédito, jogando o mundo, novamente, em uma grave recessão. O governo grego já admite o default e pede desconto 50% da dívida.


Enquanto isso, o ministro da Fazenda Guido Mantega e a presidente Dlma Rousseff tentam acalmar o mercado. Em uma declaração, a presidente chegou a afirmar: “Não estamos ainda tomando nenhuma medida não usual. São as mesmas de sempre: swaps, eventualmente comprando dólar, mas ainda não compramos em quantidade, e acreditando que as coisas vão se ajustar”. Mas o governo já estuda medidas para conter a repentina desvalorização do real frente ao dólar, possivelmente desmontando algumas das medidas anunciadas desde o ano passado para o conter o movimento contrário: a valorização da moeda brasileira em relação à divisa dos Estados Unidos.


ESTUDO


MAIS LUCRO E MENOS CARBONO

A análise anual do Carbon Disclosure Project (CDP) sobre as 500 maiores companhias do mundo revela uma forte correlação entre alto desempenho financeiro e programas de controle e contabilidade de emissões de gases de efeito estufa. As empresas líderes em estratégia contra as mudanças climáticas têm lucratividade em dobro se comparado à média das 500 maiores empresas.

 

Os resultados, com respostas de 404 das 500, mostram que as empresas líderes em transparência sobre carbono (com metas para redução e/ou contabilidade das suas emissões) tiveram retorno médio de mais de 80% entre janeiro de 2005 a maio de 2011, contra 42% de retorno médio apresentado pelas 500 maiores empresas globais.


O estudo traz um resultado ainda mais importante: a tendência constante desde 2002 de as empresas assumirem compromissos contra as mudanças climáticas. A cada ano um grupo maior de companhias responde à pesquisa do CDP e os resultados apresentado são cada vez mais significativos. Neste ano, por exemplo, 81% das 500 maiores companhias globais responderam ao questionário, sendo que 74% reportaram metas de redução de GEEs. Em 2010, 65% das empresas tinham assumido metas. Desse total, 45% já alcançaram suas metas de redução - ao menos parcialmente. No ano passado, apenas 19% das empresas tinha conseguido reduzir sua pegada de carbono.


OLHONOOLHO


Antônio Câmara, dono da construtora Cameron, empresa responsável por alguns dos prédios mais sofisticados da Capital, mas que também atua no Interior e em outros estados do Nordeste, como no Rio Grande do Norte. Atualmente, a Cameron também vem se destacando na construção de shopping centers, sendo dois em execução: Sobral Shopping e Juazeiro Shopping, ambos megaempreendimentos ligados a torres comercial e hoteleira e que prometem levar a oferta de serviços e novo ar de modernidade a estas cidades.


Sou – Um ser temente a Deus


Profissão escolhida – Engenheiro civil


Mercado Imobiliário – É minha praia, me sinto bem; é um mercado altamente competitivo e com nível de atividade em alta.


Queria ter sido - Não me vejo de outra maneira que não seja sendo engenheiro.


Nunca teria sido – Pelo o que me conheço, seria qualquer coisa e procuraria ser bom.


Conselho que mudou minha vida – Não foi bem um conselho, mas uma declaração: não tenha medo de se endividar, isto obriga você a correr atrás.


Tenho um sonho – Costumo dizer para minha mulher: meu sonho é ser dependente de você.


Acredito – No trabalho – força motriz de nossas vidas.


Em tempo tenso – Recorro a Ele, em primeiro lugar, e depois a minha mulher, que é meu porto seguro.


Negócio do futuro – O meu de hoje, que será sempre desafiador.


No meu escritório tem – Companheirismo, incentivo e muita cobrança.


Adoro no meu trabalho – A concretização dos projetos, ao pé da letra.


Um livro - Negociar é Preciso, de Richard Shell.


Um filme - Camellot, pois influenciou no nosso recanto de lazer, que é o sitio Cameron, local de puro deleite.


Neste momento, que é um momento de volatilidade e nervosismo dos mercados, a nossa atitude é de calma e tranquilidade e de estabilizar todo o processo
Dilma Rousseff, presidente do Brasil

SOBE

BRASILEIROS gnoraram o início da nova etapa da crise financeira internacional e mantiveram um alto patamar de gastos no exterior. Segundo números divulgados pelo Banco Central, as despesas de turistas brasileiros lá fora somaram US$ 1,9 bilhão em agosto.

DESCE


OS PAÍSES do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) não conseguiram chegar a um consenso sobre como ajudar a Grécia, mas disseram estar “à disposição”, caso os recursos do FMI e dos países europeus se mostrem insuficientes.

Lisiane Mossmann lisiane@opovo.com.br
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