Hoje o risco de tensões sociais - alimentadas pelo desemprego recorde entre jovens- é uma das principais consequências da crise econômica. O alto nível de desemprego na geração que entra no mercado de trabalho tem sido perene e não momentânea como muito tem se falado. Desde o estouro da crise, há três anos, o desemprego paira em 9% nos Estado Unidos (fechou agosto a 9,1%) e em 10% na União Europeia - na Espanha, chega a 20%.
A situação é mais grave para os jovens, entre os quais os índices duplicam e a tendência é de alta.
Nos EUA, uma em cada quatro pessoas de 16 a 19 anos que entrou (ou quer entrar) no mercado de trabalho está sem emprego. Já na União Europeia, o desemprego está em 20,7% para quem tem até 25 anos - a Espanha tem o quadro mais grave, com quase metade dos jovens (46,2%) parada.
Essa situação ganha a cada ano mais fôlego e agora os índices aumentam como o de desemprego por causa da crise econômica. É círculo vicioso de quebrar. Os problemas nos EUA e na Europa se retroalimentam. A diretora do Fundo Monetário Internacional, Christine Lagarde, nesta semana disse que à medida que a atividade global desacelera crescem os riscos. “Nós entramos em uma perigosa nova fase da crise. Sem determinação coletiva, a confiança de que o mundo precisa tanto não vai retornar”, enfatizou a francesa.
O problema que os chamados países emergentes correm risco de superaquecimento, com a entrada de dólares tirada dos países mais ricos, pressionando câmbio e inflação e alimentando o deficit em conta corrente.
No Brasil, que enfrentou com fôlego a crise em 2008, há sinais de alerta no ar. Já se registra desaceleração na criação de empregos. Em função das medidas que o governo adotou para desacelerar a economia e controlar a inflação, além da própria crise da economia mundial, o ritmo de crescimento do emprego este ano é bem inferior ao de 2010 que nos oito primeiro meses do ano já anotava 50.377 empregos com carteira assinada, como mostrou a matéria publicada no O POVO, no dia 15. A situação brasileira não se compara com a americana e nem com a europeia. No entanto, os reflexos dos problemas do lado de lá já são percebidos no lado de cá.
SIMPLES DAS DOMÉSTICAS
O primeiro esboço do “Simples das Domésticas” já foi apresentado à presidente Dilma Rousseff. O ministro Carlos Lupi adiantou que na proposta os empregados domésticos contarão com redução da alíquota do INSS de 20% para 14%. Atualmente, aqueles que contratam empregados domésticos pagam 12% e os trabalhadores, 8%, mas esses percentuais devem ser reduzidos para 7% para cada uma das partes. Ele quer também que a contribuição patronal possa ser integralmente abatida na declaração do Imposto de Renda. O que daria um refresco. Hoje, a dedução é de um salário mínimo.CONSUMO CONSCIENTES
A discussão sobre o consumo consciente levanta a questão de como mudar o comportamento das pessoas. Uma das grandes dificuldades é que há uma distância entre o que as pessoas pensam e como elas agem. Entre valores e ações. Na maioria das vezes as pessoas dizem estar preocupadas com o meio ambiente, mas na prática mostram resistência até para pequenas mudanças no seu modo de vida, como deixar de usar o carro para pequenas distâncias ou a compra de lâmpadas mais duráveis. Esse é o tema do livro Eco-Standards, Product Labelling and Green Consumerism, de Magnus Boström, professor da Södertörn University College, e Mikael Klintman, da Lund University, ambas na Suécia. Infelizmente ainda não existe versão em português. Veja mais em http://us.macmillan com/ecostandardsproductlabellingandgreenconsumerism-1.
OLHO NO OLHO
A empresária e arquiteta Aída Girão formou-se pela Universidade Federal do Ceará em 1996 e desenvolveu projetos residenciais e comerciais, quando era sócia da Tríade Arquitetura. Participou da Casa Cor Ceará em 2008 e 2009 e concluiu em 2010 o MBA em Gerência de Projetos pela Faculdade Christus. Hoje, atua como arquiteta e coordenadora de Capacitação da HG Consultoria e Engenharia LTDA e é diretora Executiva do HG Office.
Sou: Aída Girão, arquiteta e urbanista por formação
Trabalho: Como diretora excecutiva do HG Office, um escritório virtual (business center).
Queria ter sido: Atleta.
Nunca teria sido: Contadora.
O conselho que mudou minha vida: “Porque, quando sou fraco, então, é que sou forte” (2 Coríntios 12:10)
Tenho o sonho de : Ver os brasileiros vivendo de forma ética.
Acredito: Na educação de qualidade como forma de evoluir .
Em um momento tenso: Procuro focar na solução da situação.
O negócio do futuro: Todos voltados para educação, capacitação e sustentabilidade.
No meu escritório tem: Um ambiente acolhedor, onde buscamos soluções criativas, além de cultivar parcerias.
Não perdoo em uma negociação: Que se desvalorize a qualidade do serviço.
Adoro no meu trabalho: Ter a possibilidade de conhecer muitas pessoas de diferentes perfis e estabelecer com elas uma relação de confiança.
SOBE
IPI
O governo anunciou aumento de 30 pontos percentuais no IPI de carros, caminhões e motos com a intenção de atingir veículos importados e favorecer a venda de nacionais.DESCE
ALIMENTOS
Preço de alimento sobe menos e inflação desacelera, diz FGV com a segunda prévia de setembro do IPC-S, que ficou em 0,69%
Lisiane Mossmann
lisiane@opovo.com.br
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