Desaceleração econômica e recessão mundial. Conjunção que pede medidas mais drásticas como a redução dos juros pelo Comitê Política Monetária (Copom). Na quarta-feira, a taxa básica passou de 12,5% para 12%. Mas parece que uma parte do chamado “mercado” e da imprensa não acredita na repercussão da decisão. Bolsa e dólar subiram na quinta-feira em euforia com a redução da Selic, ao contrário do avaliado e divulgado no dia anterior.
Ou então ainda é porque o corte “inesperado” de 0,5 ponto nos juros do governo, que só uma minoria no mercado antecipava, trouxe prejuízos a empresas de crédito, bancos, redes varejistas, seguradoras, fundos de pensão e demais companhias que precisam gerenciar o dinheiro próprio e dos clientes. Só na BM&FBovespa, praça que junta quem quer se proteger desse risco com juros com quem especula com a variação de cenários e de taxas, viu hoje R$ 2,11 bilhões trocarem de mãos. O dinheiro equivale aos ajustes que os investidores tiveram de levar à Bolsa para se adaptar ao novo cenário.
A redução indicava que já se sabia de um número baixo para o Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre seria anunciado na sexta. A projeção de 0,8%, anunciada na sexta, pelo IBGE, se confirmou. O enfraquecimento da demanda, tanto doméstica como internacional, contribuiu para a desaceleração do PIB, e particularmente da indústria. No exterior, antes mesmo da grande piora recente, os Estados Unidos e a Europa já vinham em piora do seu desempenho econômico, o que afeta a demanda pelos produtos brasileiros, especialmente manufaturados.
O câmbio valorizado também prejudicou a indústria nacional. E a as expectativas permanecem em baixa. No terceiro trimestre, a desaceleração deve prosseguir, e talvez se aprofundar. O JGP, por exemplo, prevê um crescimento do PIB de apenas 0,4%, ou apenas 1,6% em termos anualizados. Ele cita índices de confiança empresarial em queda, e estoques elevados de automóveis e aço como fatores que vão influenciar o resultado.
DUAS DÉCADAS DEPOIS
Para a economia verde, o Rio se prepara para um novo encontro da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre meio ambiente. Chamada de Rio+20 , a Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável acontecerá em junho de 2012, exatamente 20 anos depois da Rio 92, encontro que foi responsável pela formatação de acordos que até hoje dominam os debates ambientais no planeta, entre eles, a Agenda 21 e a criação das convenções - quadro da ONU sobre Mudança do Clima e Biodiversidade.
Em fevereiro deste ano, o Pnuma lançou o relatório Rumo a uma Economia Verde: Caminhos para o Desenvolvimento Sustentável e a Erradicação da Pobreza, que é um documento base para o projeto de transição para uma “economia verde”. Segundo o relatório, seria necessário um investimento de 2% do Produto Interno Bruto Global (PIB) - cerca de US$ 1,3 trilhão - em dez setores: agricultura, edificações, energia, pesca, silvicultura, indústria, turismo, transporte, água e gestão de resíduos.
Mais do que um balanço de duas décadas, a ONU espera avançar em dois temas: 1- propostas para o desenvolvimento de uma economia verde; 2- fortalecimento institucional para o desenvolvimento sustentável. Veja os debates e documentos no site oficial da Rio+20 - http://www uncsd2012.org/rio20/.
OLHONOOLHO
Edson Antônio Cruz Santana, 35 anos, é sócio-fundador da Santana, Maia e Pessoa Advogados e presidente do Sindicato dos Advogados de Fortaleza e Região Metropolitana (Sindafort). Edson passa a se dedicar ao sindicato para defender as relações de trabalho e emprego entre advogados e escritórios de advocacia, definindo: salário-base, jornada de trabalho, plano de cargos e carreiras.
Sou – Edson Santana
Trabalho – Sócio fundador da Santana, Maia e Pessoa Advogados
Queria ter sido – Advogado
Nunca teria sido – Marinheiro
Conselho que mudou minha vida – Do meu pai: “O homem precisa se orientar por três princípios: prudência, precaução e decisão.”
Tenho um sonho – De ver igualdade entre as pessoas independentemente das suas diferenças
Acredito – Deus acima de tudo
Em um momento tenso – A cautela é tudo
Negócio do futuro – Longevidade com qualidade de vida
No meu escritório tem – Palavra amiga e amor
Não perdoo em uma negociação – Deselegância e falta de educação
Adoro no meu trabalho – Poder trazer de volta a esperança na vida das pessoas
Um livro – Asas da loucura
Um filme – O homem que fazia chover
Lisiane Mossmann
lisiane@opovo.com.br
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