O Brasil está blindado ou não da crise dos Estados Unidos? As medidas adotadas são de proteção até porque o Brasil não é uma ilha. O Governo Federal está levando em conta a pressão inflacionária para não perder o controle. Com as novas regras adotadas nessa última quarta-feira, o Governo Federal toma as rédeas na mão das apostas de investidores no câmbio e vai ajudar o Banco Central a aumentar a taxa de juros, quando necessário, sem se preocupar com a entrada de mais recursos estrangeiros no País.
Hoje, a inflação ameaça a ultrapassar a meta definida neste e no próximo ano, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC já elevou a taxa de juros da economia de 10,75% para 12,50% neste ano. Ao mesmo tempo, o País foi inundado por uma quantidade inédita de dólares no primeiro semestre, em busca de maior rentabilidade com a taxa de juros brasileira. Isso tudo porque a adoção de juros próximos de zero nos Estados Unidos, Europa e Japão para estimular suas economias durante a crise financeira internacional tornou a situação ainda mais delicada para o BC brasileiro.
E é esse controle inflacionário que o Governo Federal não quer perder de vista. Na sexta, foi divulgado o resultado do Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos que cresceu 1,3% no segundo trimestre deste ano. Analistas esperavam alta de 1,8%.
Alguns dizem que as consequências desse impasse norte-americano, muito mais ideológico que econômico, não serão tão fortes quanto no passado no Brasil. Se essa crise estivesse acontecendo em 2000, a simples incerteza já provocaria uma desvalorização do real, observou o ex-presidente do Banco Central Carlos Geraldo Langoni. Hoje as reservas internacionais, de US$ 344 bilhões, são um colchão que funciona exatamente para controlar os efeitos de eventuais turbulências no Exterior.
Mas Langoni lembrou bem que o Brasil não é uma ilha e está vulnerável. Como há o risco de o fraco crescimento das economias americana e europeia provocar uma desvalorização das matérias-primas. O Brasil é exportador desses produtos e isso resultaria em uma entrada menor de dólares no País, o que elevaria o valor do dólar.
SELO VERDE
Um exemplo de como o tema da sustentabilidade vem desafiando as empresas é o da SC Johnson, indústria americana dos segmentos de cuidado e limpeza doméstica, armazenagem de alimentos, cuidados pessoais e inseticidas e dona de marcas famosas como Raid e Baygon (inseticidas), OFF! (repelentes) e Glade (odorizadores de ar). A empresa criou em 2001 um ranking para escolher matérias-primas de menos impacto para o ser humano e para o meio ambiente chamado Greenlist. Em 2008, a empresa começou a identificar com um selo verde os produtos para o consumidor final que reduziam os impactos de acordo com os critérios do Greenlist. Mas a ação da empresa foi percebida pelos consumidores como greenwashing. A SC Johnson passou a ser questionada sobre seus critérios e a legitimidade do seu selo verde foi fortemente questionada, especialmente por que não havia uma certificadora externa que garantisse a confiabilidade do processo de redução de impactos. O processo de concessão do selo para os produtos selecionados como “verdes” era feito todo internamente pela empresa. A insatisfação dos consumidores foi tanta que a empresa passou a ser questionada na Justiça americana. Anteriormente, a SC Johnson fechou um acordo em dois processos, de consumidores individuais dos Estados da Califórnia e Wisconsin. Não foi divulgado o valor do acordo, mas a empresa já decidiu rever o uso do selo verde próprio.OLHONOOLHO
Augusto Borges Júnior, casado, 38 anos, empresário; diretor-presidente da Bom Crédito. Num universo de 550 correspondentes da Bradesco Promotora, é a maior no Ceará e a segunda maior no País. Com cerca de 400 colaboradores e 200 pontos de atendimento em 12 estados, está presente em todo o Nordeste e nos maiores mercados do Sudeste (São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais), além do Distrito Federal e no Pará. Só no Ceará são 25 lojas , que atendem 100 municípios.
Sou - Determinado.
Trabalho - Dedicação e compromisso.
Queria ter sido - Publicitário (ainda vou ser).
Nunca teria sido - Médico.
Conselho que mudou minha vida - Esquecer mágoas do passado e olhar para o futuro.
Tenho um sonho - Ficar velhinho ao lado da Luciana, minha esposa.
Acredito - Em Deus.
Quando estou tenso - Estou aprendendo a conviver melhor com a tensão.
Lisiane Mossmann
lisiane@opovo.com.br
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