Uma proposta para a criação do Simples das Domésticas está sendo estudada em Brasília. A intenção é só simplificar e reduzir a quantidade de tributos para ampliar a contratação de empregados domésticos com vínculo formal. Como é baseada no Simples Nacional, regime de tributação específico para micro e pequenas empresas, a proposta também ganhou o apelido de “Simples”. No mês passado, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) aprovou a concessão dos mesmos direitos básicos aos trabalhadores domésticos em relação a outros profissionais. O Brasil votou a favor dessa equiparação.
O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, enviará o projeto no início de agosto para o Ministério da Previdência para a criação do Simples das Domésticas. Mas antes de encaminhá-lo à presidente Dilma Rousseff, o documento também terá de passar pelo Ministério da Fazenda, provavelmente em setembro, e assim poderá seguir para o Planalto.
INFLAÇÃO
SERVIÇOS MAIS CAROS DESDE 2006
Não é de agora que a inflação do grupo de serviços vem pressionado a meta inflacionária do governo federal. Um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mostra que desde 2006, esse segmento supera os 4,5% do centro da meta medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Mas a dor de cabeça para o Banco Central se tornou mais intensa a partir de 2010, quando o segmento apresentou variação de 7,6%, ante alta de 5,5% nos dois anos anteriores. Nos últimos 12 meses até junho último, a inflação neste grupo foi ainda maior, 8,7% - reflexo do crescimento econômico e do fortalecimento do mercado interno.
O Ipea atribui o aumento constante nos serviços às políticas de redistribuição de renda e combate à pobreza e de expansão do crédito implementadas pelo governo federal. Os preços desse segmento “são particularmente sensíveis ao salário mínimo e à redução do desemprego”, destaca o relatório. “O forte aumento dos preços dos serviços decorre de mudanças estruturais na economia brasileira relacionadas à melhora da distribuição de renda e redução do desemprego, mas se torna mais intenso nos anos em que a economia está aquecida”, avalia o Ipea.
O relatório mostra dois períodos distintos da dinâmica inflacionária - antes e depois de 2006. Entre 2000 e 2005, o item que mais pressionava a inflação era o de preços monitorados - os regulados por contrato, como transporte público, combustíveis e telefonia. Em todos aqueles anos, os preços monitorados tiveram reajustes acima da meta da inflação. A perda de peso na inflação se deve, segundo o Ipea, a mudanças de indexadores e aprimoramento das regras de repasse de custos ocorridos em 2005 e 2006, que levaram o grupo a permanecer abaixo do centro da meta (exceto em 2009).
O Índice de Pressão sobre a Meta de Inflação (IPMI), que mede a contribuição de cada bem ou serviço para o desvio do IPCA em relação ao centro da meta, mostra que a pressão inflacionária dos serviços começou a se intensificar em 2008. À época, o IPMI pulou de 0,15 ponto porcentual em 2007 para 0,43 ponto porcentual. E não voltou mais aos níveis antigos: 0,41 ponto porcentual em 2009, 0,72 em 2010 e 1,01 nos 12 meses acumulados até junho de 2011.
O Ipea destaca, dentro desse grupo, os serviços pessoais - como empregado doméstico e cabeleireiro -, que apresentaram variação próxima a 7,5% em 2007 e 2009 e ao redor de 9,5% em 2008 e 2010, anos de crescimento econômico mais intenso. “Para a maioria dos outros componentes dos serviços e para o grupo como um todo, esse aquecimento aparece com mais força no ano de 2010”, diz o relatório.
O Ipea prevê, no entanto, um cenário pessimista para os preços monitorados neste ano, resultado da influência de combustíveis, transporte público e taxas como as de água e esgoto e de emplacamento e licença de veículos. “O IPMI do grupo de preços monitorados era igual a -0,38 em dezembro e foi a 0,43 em junho de 2011, aumento de 0,81 ponto”, destaca o Ipea.
OLHONOOLHO
Geraldo Bastos Osterno Júnior, 51 anos, formado em Engenharia Mecânica, é ex-prefeito do município de Marco e atual presidente do Sindicato das Indústrias do Mobiliário do Ceará (SindMóveis), instituição que tem como missão representar, coordenar, informar, assessoras e desenvolver as empresas moveleiras do Ceará, setor em pleno crescimento.
Sou – empresário por vocação, vibro com novos desafios.
Profissão escolhida – Engenharia Mecânica.
Mercado Moveleiro – dinâmico, inovador e desafiante.
Queria ter sido - o que sou, industrial.
Nunca teria sido – respeito todas as profissões.
Conselho que mudou minha vida – observar as atitudes dos meus pais.
Tenho um sonho – ver meus irmãos brasileiros educados:. Existem três maneiras de crescer economicamente: herdar é para poucos, ganhar na loteria é quase impossível, e estudar todos podem.
Em tempo tenso – recorro a presença de minha mulher, filhos e oro.
Negócio do futuro – ficar atento as mudanças e inovações.
No meu escritório tem – uma turma motivada sempre a procura de novidades.
Adoro no meu trabalho – estar no chão da fabrica em contato com os colaboradores.
Lisiane Mossmann
lisiane@opovo.com.br
Erro ao renderizar o portlet: Perfil Colunista
Erro: 'atualizacao'
Veja o jornal de hoje e os cadernos
Newsletter
Copyright © 1995-2012