Chegou o Carnaval. Agora é hora de a gente se entregar a todo aquele nosso “lado nem vendo de ser”. Como diz o humorista e cantor da terrinha, Falcão: “Devemos levar a coisa na espontaneidade, não se incomodar com o que os outros vão falar. Esse que é o sentido legal do brega. Ser brega autêntico”.
Não é que vamos sair por aí de paletó enfeitado de espelhos, flores e pentes, e cantando “Ai! Minha mãe, minha mãe / Ai! Minha mãe, minha mãe / Ai! Minha mãe, minha mãe... É a mulher do meu pai”. A não ser que nossa intenção seja mesmo se fantasiar de Falcão. Aí estaria valendo.
Cair na risada
O que mais podemos incorporar dessa filosofia “falconeana” é o seu jeito de se expressar, com muita naturalidade e simplicidade. Quem mais imaginou e conseguiu traduzir numa frase que “pra quem tá indo, quem vem vindo na verdade é quem tá indo”. É genial! Experimente usar uma frase dessas neste Carnaval com uma gatinha. O bom humor nessas horas - em que todos os outros tentam agarrar as garotas à força - é infalível.
Pois bem, além de filósofo, o conterrâneo Falcão ainda ajuda os bolinhas a se darem bem no Carnaval. Quer outra infalível? Se a gatinha tiver muito confusa, não sabendo se quer cair ou não na gandaia com você, fale pra lulu se resolver logo, não entrar em contradição e engate outra falconética: “É melhor cair em contradição do que do oitavo andar”.
Se ela não for muito mal-humorada, vai cair na risada e então é só correr para o abraço, bolinha! Se depois dessa, ela não rir e se decidir, é melhor partir pra outra, porque Carnaval não dura muito tempo não e só tem uma vez no ano. Infelizmente. Mas, nesses cinco dias de folia, dá muito bem para colocar em ação o modo autêntico de ser e ganhar (no mínimo) a amizade de uma galera que você pode levar para toda a vida. Mesmo.
Thadeu Braga
thadeu@opovo.com.br
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