Representantes de movimentos sociais, empresários, sindicalistas, além do poder público debateram sobre um Projeto de Lei que poderá ser desenvolvido pelo vereador José Maria Pontes (PT) para regulamentar o horário de fechamento de bares e restaurantes na cidade.
15/06/2007 17:42
A discussão pela possibilidade de implementação de uma Lei Seca em Fortaleza lotou o auditório da Câmara Municipal de Fortaleza nesta sexta-feira.
Representantes de movimentos sociais, empresários, sindicalistas, além do poder público debateram sobre um Projeto de Lei que poderá ser desenvolvido pelo vereador José Maria Pontes (PT) para regulamentar o horário de fechamento de bares e restaurantes na cidade.
Enquanto boa parte dos órgãos públicos defende a limitação da venda de bebidas alcoólicas durante a noite em Fortaleza, empresários e comerciantes temem um prejuízo econômico, o enfraquecimento do turismo e o desemprego de profissionais do setor.
O parlamentar, em sua justificativa, diz que o álcool tem sido responsável pelos crescentes índices de violência em Fortaleza. “O álcool tem uma relação direta com a violência e isso pode ser comprovado através de estudos e pesquisas”, disse.
De acordo com José Maria Pontes ainda é preciso concretizar efetivamente um projeto. “Vamos avaliar o esboço de um projeto, porque não temos ainda nada definido. Por isso mesmo, estamos realizando audiências públicas para captar idéias e sugestões sobre o tema”, salientou.
Com o objetivo de trocar experiências com representantes da cidade, a secretária de Defesa Social do município de Diadema, em São Paulo, Regina Miki, fez uma explanação do projeto de segurança desenvolvido na cidade.
“O que deu certo na cidade de Diadema, necessariamente não poderia acontecer aqui em Fortaleza”, destacou. Regina explicou que são realidades diferentes, embora, o problema da violência seja democrático em qualquer parte do mundo. “Antes da Lei Seca ser implantada no município, tínhamos 31 homicídios por mês. O problema da Segurança Pública não é apenas da Polícia, mas é transversal”, citou.
Contudo, o presidente da Associação de Bares, Restaurantes e Similares (Abrasel) no Ceará, Mário Nunes Dias, discorda das convicções do vereador e da secretária. Para ele, a violência não é fator ligado diretamente ao álcool e poderia ser resolvida em outros setores da sociedade.
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Redação